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Trânsito muda com radares e desafia fiscalização com veículos autopropelidos

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O aumento no uso de bicicletas elétricas, patinetes e outros veículos autopropelidos também entrou no radar da fiscalização. Embora muitos não exijam CNH, existem regras que precisam ser seguidas e nem sempre isso acontece

Por: Ragnara Marchiori


Desde a implantação do sistema de radares, em fevereiro de 2026, Erechim começa a observar mudanças no comportamento dos motoristas. De acordo com o diretor de trânsito, Elenilton Pires de Lima, os pontos que receberam os equipamentos não registraram acidentes desde então.


A tendência, segundo ele, é de adaptação gradual da população. “As pessoas estão entendendo que não é só naquele ponto, mas uma mudança de comportamento no trânsito como um todo”, destacou.


O excesso de velocidade ainda lidera as infrações registradas, mas o cenário também mudou. Nos primeiros meses, eram comuns casos acima de 50% do limite permitido. Agora, a maioria das ocorrências fica dentro de uma margem de até 20% acima da velocidade, o que indica, muitas vezes, desatenção do condutor.


A ampliação dos radares não está descartada, mas deve ocorrer aos poucos, conforme a resposta da população e a necessidade identificada pelo município.


Vagas prioritárias: mais fiscalização e queda nas infrações


Outro ponto acompanhado de perto é o uso das vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência. A fiscalização tem sido intensificada semanalmente, principalmente às quintas e sextas-feiras, com equipes nas ruas orientando e autuando quando necessário.


A prática de “parar rapidinho” ainda existe, mas vem diminuindo. “As pessoas estão respeitando mais, tanto em áreas públicas quanto em estacionamentos de mercados e hospitais”, explicou o diretor.


Segundo ele, essas vagas de forma irregular é infração gravíssima, com multa de R$ 293 e sete pontos na carteira, além da possibilidade de remoção do veículo. Diferente das vagas do estacionamento rotativo, não há qualquer tolerância de tempo para esse tipo de espaço.


Para utilizar corretamente, é obrigatória a credencial visível no painel do veículo, seja para idoso, pessoa com deficiência ou gestante.


Veículos elétricos e bicicletas: crescimento acende alerta


O aumento no uso de bicicletas elétricas, patinetes e outros veículos autopropelidos também entrou no radar da fiscalização. Embora muitos não exijam CNH, existem regras que precisam ser seguidas e nem sempre isso acontece.


Entre os principais problemas observados estão adolescentes circulando sem capacete, na contramão, sobre calçadas e sem qualquer noção das regras básicas de trânsito. “É uma situação preocupante, porque são veículos pequenos, muitas vezes conduzidos por quem não tem entendimento do trânsito, em uma cidade com fluxo intenso e presença de veículos pesados”, alertou.


Hoje, a legislação ainda apresenta limitações para autuação nesses casos, o que leva à necessidade de criação de normas municipais específicas para regulamentar o uso e definir penalidades. Além disso, o município já discute ações educativas e chama a atenção dos pais. “Muitas vezes é a família que disponibiliza esse veículo. É preciso ter consciência do risco envolvido”, pontuou.



 
 
 

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