Escola da URI promove formação sobre Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
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Matheus Lira desmistificou o TDAH e compartilhou manejos pedagógicos para mudar a dinâmica escolar

Professores e gestores da Escola de Educação Básica da URI participaram na segunda-feira, 27, de um encontro sobre "TDAH na Escola: Compreensão, Manejo e Estratégias Práticas", coordenado pelo neuropsicólogo Matheus Lira, num espaço de diálogo essencial para a educação inclusiva. O evento, que teve lugar no Auditório, focou em transformar a percepção teórica sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade em ferramentas reais para o cotidiano da sala de aula.
Matheus Lira desmistificou o TDAH. Longe de ser apenas "agitação" ou "falta de foco", o transtorno foi apresentado como uma condição neurobiológica que afeta as funções executivas do cérebro. "O aluno com TDAH não deixa de fazer as tarefas por má vontade, mas sim por uma dificuldade biológica em organizar, priorizar e sustentar a atenção em estímulos que não oferecem recompensa imediata", destacou.
Lira compartilhou, ainda, um "arsenal" de manejos pedagógicos que podem mudar a dinâmica escolar. Entre eles, a Fragmentação de Tarefas: Dividir grandes comandos em pequenas etapas sucessivas para evitar a sobrecarga cognitiva; Gestão do Ambiente: Posicionar o aluno em locais com menos distrações visuais e sonoras (geralmente próximo ao professor); Pausas Estruturadas: Permitir momentos de movimento para que a energia física seja canalizada de forma produtiva; e Reforço Positivo Imediato: Valorizar o esforço e as pequenas conquistas para manter a motivação do estudante.
Um dos pontos altos da sua fala foi a discussão sobre a autoestima do aluno quando enfatizou que anos de críticas e correções podem gerar desmotivação e ansiedade. O papel do docente, portanto, é também o de um validador de competências, adaptando a avaliação para que o conhecimento apareça além das barreiras do transtorno, com organização, uso de lembretes diários, instruções claras, provas em formatos diversificados e tempo adicional.
A iniciativa da Escola reforça, com isso, o compromisso com a formação continuada, garantindo que seu corpo docente esteja preparado não apenas para ensinar conteúdos, mas para acolher a singularidade de cada estudante, transformando o diagnóstico em um ponto de partida para o sucesso acadêmico e não em uma sentença de limitação.




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