Saúde auditiva exige atenção em todas as fases da vida
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No Dia Mundial da Audição, a fonoaudióloga Francieli Chmiel, do Hospital Santa Terezinha, destaca prevenção e sinais que não devem ser ignorados

A saúde auditiva merece atenção em todas as idades. Muitas vezes silenciosa e progressiva, a perda da audição pode impactar diretamente a comunicação, o aprendizado e a qualidade de vida. O alerta é da fonoaudióloga do Hospital Santa Terezinha de Erechim, Francieli Chmiel, que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Segundo a especialista, alguns cuidados simples no dia a dia fazem diferença significativa. “Quem trabalha em ambientes muito ruidosos deve utilizar o protetor auditivo corretamente, manter a higienização e realizar a troca sempre que necessário. Também é fundamental ter atenção ao uso de fones de ouvido, evitando volume alto e uso prolongado”, orienta.
Sinais de alerta em adultos e idosos
Entre o público adulto e idoso, a principal recomendação é estar atento às mudanças na audição. Dificuldade para ouvir ou compreender conversas, presença de zumbido e episódios de tontura são sinais que precisam ser investigados.
“Nesses casos, é importante procurar um médico otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo para avaliação e realização de exames, como a audiometria”, explica Francieli. A profissional também chama atenção para a automedicação, “alguns medicamentos são ototóxicos, ou seja, podem ser prejudiciais ao ouvido interno.”
Atenção redobrada com as crianças
Na infância, os sinais podem se manifestar de outras formas. Trocas na fala, atraso no desenvolvimento da linguagem, dificuldade de aprendizagem, aumento excessivo do volume da televisão ou bebês que não reagem a sons são indicativos de que algo pode não estar adequado.
Um dos principais aliados no diagnóstico precoce é o teste da orelhinha, realizado ainda na maternidade. “Esse exame permite identificar possíveis perdas auditivas de forma precoce, possibilitando intervenção rápida e evitando prejuízos no desenvolvimento global da criança, não apenas na linguagem”, destaca.
De acordo com a fonoaudióloga, quanto antes detectada qualquer alteração, maiores são as possibilidades de intervenção e melhores os resultados no desenvolvimento infantil.
Cotonete não é indicado
Outro ponto enfatizado pela especialista é o cuidado com a higienização dos ouvidos. A cera tem função protetora e ajuda a lubrificar o canal auditivo. O uso de cotonetes ou objetos pontiagudos pode causar lesões ou empurrar a cera para dentro do ouvido.
“O ideal é realizar a limpeza apenas da parte externa da orelha, com toalha ou pano úmido”, orienta.
Saúde geral também influencia na audição
Manter hábitos saudáveis também contribui para a preservação da audição. Prática regular de exercícios físicos, controle da pressão arterial e do diabetes, além de evitar o tabagismo, são fatores que impactam diretamente a saúde auditiva ao longo da vida.
Atuação do Hospital Santa Terezinha
No Hospital Santa Terezinha de Erechim, a equipe de Fonoaudiologia atua do recém-nascido ao idoso. São realizadas triagens auditivas neonatais nas primeiras 48 horas de vida, acompanhamento em casos de dificuldades na amamentação, avaliação do teste da linguinha, apoio na UTI Neonatal e suporte a pacientes com dificuldades de alimentação via oral.
O trabalho também envolve encaminhamentos e orientações para continuidade do cuidado após a alta hospitalar, incluindo acompanhamento voltado à audição, fala, linguagem e disfagia.
Neste 3 de março, quando é celebrado o Dia Mundial da Audição, data instituída pela Organização Mundial da Saúde, o Hospital Santa Terezinha reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo com a saúde auditiva em todas as fases da vida.




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