Pesquisa avalia conhecimento de profissionais da saúde que acompanham Pré-Natal em UBSs
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O estudo contribui para a reflexão crítica sobre as práticas assistenciais no pré-natal e pode subsidiar o planejamento de ações voltadas à qualificação da atenção à saúde da mulher

A mestranda Francieli Alves da Silva, do Programa de Atenção Integral à Saúde (PPGAIS) URI Erechim, apresentou, no dia 28 de abril, sua dissertação de mestrado que trata do conhecimento de médicos (as) e enfermeiros (as) acerca do acompanhamento do pré-natal na Atenção Primária à Saúde, sob a orientação do professor Dr. Arnaldo Nogaro e coorientação da professora Dra. Adriane Kolankiewicz. A pesquisa foi realizada com 41 profissionais de saúde atuantes em Unidades Básicas de Saúde de municípios da Região de Saúde 18 da 6ª Coordenadoria Regional de Saúde do RS.
Os resultados apontam avanços na organização da assistência pré-natal, especialmente no que se refere à adesão aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, à solicitação de exames e à realização do acompanhamento gestacional nas Unidades Básicas de Saúde. O estudo contribui para a reflexão crítica sobre as práticas assistenciais no pré-natal e pode subsidiar o planejamento de ações voltadas à qualificação da atenção à saúde da mulher, com vistas à melhoria dos desfechos maternos e neonatais e ao fortalecimento do SUS.
Observou-se que existem lacunas relacionadas à formação inicial e à necessidade de educação permanente. São identificadas fragilidades que impactam diretamente a qualidade e a integralidade da assistência: dificuldades na captação precoce das gestantes, adesão irregular ao acompanhamento, a sobrecarga de trabalho das equipes, limitações estruturais e a insuficiência de recursos diagnósticos.
Segundo o prof. Arnaldo, o estudo evidencia potencialidades relevantes, como a atuação da equipe multiprofissional, o papel estratégico dos agentes comunitários de saúde na captação e acompanhamento das gestantes, e a importância do vínculo, do acolhimento e da humanização do cuidado.
Para Franciele, está demonstrado que a qualidade do pré-natal não depende exclusivamente do cumprimento de protocolos, mas da construção de relações de confiança, da organização do processo de trabalho e da integração entre profissionais e serviços.




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