Cartórios geram mais de R$ 82 milhões em economia no Rio Grande do Sul em 2025
- Najaska - Jornalismo

- há 1 dia
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Sétima edição da publicação anual Cartório em Números traz estudo sobre como a transferência de atos do Judiciário para os Cartórios reduziu a sobrecarga da Justiça e trouxe redução de gastos aos cofres públicos

A transferência de atos do Judiciário para os Cartórios gerou uma economia superior a R$ 82 milhões aos cofres públicos em 2025 e contribuiu para reduzir a sobrecarga da Justiça gaúcha. Os dados fazem parte da 7ª edição da revista Cartório em Números (2025), lançada nesta quarta-feira (28.01) pela Associação dos Notários e Registradores do Estado do Rio Grande do Sul (Anoreg/RS).
A publicação reúne o mais completo conjunto de dados sobre a atuação dos Cartórios brasileiros e traz um retrato estatístico do estado a partir dos registros oficiais. O material apresenta informações sobre extrajudicialização, registros de nascimentos, casamentos, óbitos, divórcios, compra e venda de imóveis, geração de empregos, avanços tecnológicos, indicadores sociais e econômicos, além de dados detalhados sobre os principais eventos da vida civil e econômica da população em 2025.
Os efeitos da extrajudicialização também se refletem no Poder Judiciário. de acordo com dados consolidados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com 75 milhões de processos pendentes, o Poder Judiciário entrou em 2026 com o menor volume de processos em tramitação dos últimos seis anos. O número é inferior ao registrado no fim de 2024 quando o estoque somava pouco mais de 79 milhões de processos.
“A publicação ‘Cartório em Números’ evidencia, com dados concretos, o papel fundamental dos cartórios brasileiros. Somos pilares de cidadania, geradores de dados seguros que subsidiam decisões públicas e privadas, e um elo de confiança entre o cidadão e o Estado. Os números refletem, acima de tudo, a credibilidade que a sociedade deposita diariamente em nossos serviços e no sistema notarial e registral do país”, destaca o presidente da Anoreg/RS, Cláudio Nunes Grecco.
Procedimentos ligados diretamente à vida do cidadão ilustram de forma clara os impactos positivos da extrajudicialização. Nos Cartórios de Notas, a resolução de questões familiares e patrimoniais passou a ocorrer de forma rápida e menos onerosa. Em 2025, mais de 5.982 divórcios consensuais foram realizados por escritura pública, com prazo médio de um dia e custo muito inferior ao processo judicial, gerando economia superior a R$ 14.175.724,86 ao estado.
Os inventários extrajudiciais seguem a mesma lógica. Enquanto a via judicial pode se arrastar por anos, no Cartório o procedimento é concluído de forma célere, garantindo segurança jurídica aos herdeiros e gerando uma economia estimada em R$ 61.357.049,16 aos cofres públicos em 2025, com mais de 25.892 atos realizados.
Outro exemplo é o reconhecimento de paternidade. Desde 2012, o procedimento pode ser feito diretamente em Cartório de Registro Civil em apenas um dia. Em 2025, essa medida gerou uma economia de R$ 6.995.442,96 ao estado ao evitar a judicialização dos casos. Foram 2.952 atos no ano passado.
Imóveis, crédito e recuperação de recursos públicos
Na área imobiliária, atos como usucapião, adjudicação compulsória, retificação de área e regularização fundiária passaram a ser realizados diretamente nos Cartórios de Registro de Imóveis, reduzindo prazos de anos para meses e, em casos de interesse social, assegurando gratuidade.
Atos da vida do gaúcho
Os números mais recentes mostram crescimento nos principais registros da vida civil em 2025 em relação ao ano anterior. Os Cartórios de Registro Civil contabilizaram 119.194 nascimentos em 2025, frente a 114.283 em 2024. O número de casamentos também apresentou alta, passando de 36.806 em 2024 para 39.537 em 2025. Já os óbitos registrados somaram 99.404 em 2025 frente a 102.212 no ano anterior.
Com mais de 200 páginas, a Cartório em Números – 7ª edição consolida-se como uma referência nacional para jornalistas, gestores públicos, membros do Judiciário, pesquisadores e operadores do Direito, reunindo evidências de que os serviços extrajudiciais são hoje um dos pilares mais eficientes, confiáveis e sustentáveis do sistema de Justiça brasileiro.








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