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Vereadora Clarice propõe criação do Programa “Praças Inclusivas” com espaços sensoriais em Erechim

  • há 2 horas
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A iniciativa sugere a implantação de espaços multissensoriais em praças públicas do município



Transformar espaços públicos em ambientes mais acolhedores e inclusivos é o objetivo do Pedido de Providências nº 250/2026, apresentado pela vereadora Clarice Moraes (MDB) na sessão desta terça-feira (31), em Erechim, que propõe a criação do Programa “Praças Inclusivas”.


A iniciativa sugere a implantação de espaços multissensoriais em praças públicas do município, voltados ao acolhimento, inclusão e bem-estar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e demais indivíduos com disfunções sensoriais. A proposta busca garantir o direito à cidade, promovendo condições adequadas para que todos possam usufruir dos espaços de convivência com conforto e segurança.


De acordo com a vereadora, embora praças e parques sejam, por natureza, locais de lazer e integração social, ainda representam desafios para muitas famílias atípicas. O excesso de estímulos sonoros, visuais e táteis pode gerar desconforto, ansiedade e até crises, dificultando ou inviabilizando a permanência nesses ambientes.


“Precisamos pensar a cidade para todos. Não basta garantir o acesso, é fundamental criar condições para que as pessoas permaneçam, se sintam seguras e verdadeiramente incluídas nos espaços públicos”, destacou Clarice Moraes.


A parlamentar também relembrou que a pauta da inclusão em espaços públicos não é recente em sua trajetória. “Recordo que ainda em 2013, juntamente com a secretaria de Meio Ambiente, então secretário Mário Rossi, eu já buscava a possibilidade de implantação de aparelhos com as pessoas com deficiência”, pontuou.


Como resposta à realidade enfrentada por muitas famílias, o programa prevê a criação de espaços planejados para funcionar como áreas de refúgio, com estrutura acolhedora e segura. Nesses locais, crianças, jovens e adultos poderão explorar elementos e brinquedos adaptados às suas necessidades, contribuindo para o desenvolvimento da regulação emocional, da consciência corporal e das habilidades sociais.


A proposta também destaca que a inclusão vai além do acesso físico, envolvendo a garantia de permanência e pertencimento. Nesse sentido, os espaços multissensoriais devem favorecer não apenas o bem-estar dos usuários, mas também estimular a convivência comunitária, promovendo valores como empatia, respeito às diferenças e solidariedade.


“Investir em espaços sensoriais é promover dignidade e qualidade de vida. É dar visibilidade a pessoas que muitas vezes ainda se sentem excluídas e garantir que elas também possam viver a cidade em sua plenitude”, afirmou a vereadora.


Outro ponto ressaltado é o incentivo à participação da sociedade civil e da iniciativa privada na implementação do programa, ampliando as possibilidades de execução e fortalecendo o compromisso coletivo com políticas públicas inclusivas.


 
 
 

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