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Uso de canetas emagrecedoras no Brasil cresceu 88% em 2025

  • Foto do escritor: Najaska - Jornalismo
    Najaska - Jornalismo
  • 19 de jan.
  • 1 min de leitura

Produtos movimentaram cerca de R$ 9 bilhões em importações


© Caroline Morais/Ministério da Saúde
© Caroline Morais/Ministério da Saúde

As famosas canetas emagrecedoras superaram, em 2025, a importação de produtos como salmão, smartphones e azeite de oliva. A explosão do uso desses medicamentos saltou 88% em relação a 2024, segundo o Conselho Federal de Farmácia.


A compra de produtos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro somou cerca de R$ 9 bilhões em importações, já que não existe produção nacional destas substancias, concentrando toda demanda no mercado externo.


A Dinamarca, país de origem do principal laboratório desses produtos, é a principal fornecedora, responsável por 44% das importações.


Há perspectiva de nova expansão deste mercado com a quebra da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy. Segundo o Conselho de Farmácia, a entrada dos genéricos tende a reduzir custos e ampliar de forma expressiva acesso aos tratamentos.


Vendas no Brasil


Em junho do ano passado, a Anvisa determinou que essas canetas emagrecedoras passassem a ser vendidas apenas com prescrição médica com retenção da receita na farmácia. As receitas também passaram a ter validade de 90 dias para compra desses medicamentos.


A Anvisa também proibiu a manipulação da semaglutida por farmácias, mas permitiu a manipulação de forma restrita da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro.


A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade questionam o uso desses medicamentos de forma manipulada, por não garantir eficácia, segurança e pureza do produto, colocando a saúde dos pacientes em risco.

 
 
 

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