Semana Academica de Psicologia da URI usa o cinema para discutir as relações humanas
- Najaska - Jornalismo

- 28 de out.
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A partir do filme “Titanic”, a psicóloga Michele Carla Prichoa Baldissera analisou as influências que moldam as escolhas afetivas

A XX Semana Acadêmica do Curso de Psicologia da URI Erechim realizou na quinta-feira (23), no Auditório, uma programação que uniu arte, teoria e experiência profissional. A noite, que foi aberta com uma apresentação cultural do grupo DaCapo, teve como tema central a subjetividade retratada no cinema com duas palestras que provocaram reflexões sobre os vínculos humanos, os ciclos de violência e os padrões relacionais.
A primeira palestra, “O ciclo da violência: se é assim que acaba, como começa?”, foi conduzida pela psicóloga Milena Paula Samuel, graduada pela URI, mestre em Psicologia e doutoranda na Universidad de Flores (UFLO), em Buenos Aires. Com base no filme “É Assim que Acaba”, Milena abordou os mecanismos psicológicos que sustentam relações abusivas e a complexidade dos vínculos afetivos permeados por agressão.
Em sua explanação, a profissional utilizou elementos da narrativa cinematográfica para discutir os processos de idealização, culpa e dependência emocional, além das fases do ciclo da violência, compreendidas de forma não linear, mas em espiral. A psicóloga também compartilhou dados sobre feminicídio e violência doméstica no Brasil, mencionando fatores sociais e culturais que influenciam a perpetuação desses comportamentos. Ao final, anunciou o lançamento de seu livro “Até que a morte nos separe?”, previsto para 2026, com relatos e reflexões sobre relacionamentos conjugais e o impacto da violência nas relações.
A segunda palestra foi sobre as “Relações Sistêmicas à Deriva: uma análise do filme Titanic”, ministrada pela psicóloga Michele Carla Prichoa Baldissera, especialista em terapia familiar sistêmica, treinamento e desenvolvimento de pessoas. A palestrante utilizou o enredo do clássico cinematográfico para ilustrar os conceitos da abordagem sistêmica, analisando os papéis familiares, as lealdades inconscientes e as repetições transgeracionais que se manifestam nas relações.
A partir dos personagens de Titanic, Michele propôs uma leitura simbólica das dinâmicas familiares e emocionais, refletindo sobre as influências que moldam as escolhas afetivas e a busca por pertencimento. Em sua fala, ressaltou como os sistemas familiares podem gerar padrões de controle, dependência e medo, e como a psicologia sistêmica permite compreender esses movimentos.








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