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Semana Acadêmica de Psicologia da URI aborda interações entre cinema e mente humana

  • Foto do escritor: Najaska - Jornalismo
    Najaska - Jornalismo
  • 22 de out.
  • 2 min de leitura

A organização preparou um cenário imersivo e uma série de atividades que valorizam a interação e a reflexão crítica

Professor e jornalista Fábio Rochemback tratou o cinema como linguagem simbólica e experiência cognitiva
Professor e jornalista Fábio Rochemback tratou o cinema como linguagem simbólica e experiência cognitiva

Aberta oficialmente na noite de terça-feira, 21, no Auditório, a XX Semana Acadêmica do Curso de Psicologia da URI Erechim que propõe uma imersão entre a arte e a mente humana. Com o tema “Luzes, Câmera, Psique! A subjetividade retratada através do cinema”, a programação busca aproximar o olhar psicológico das linguagens audiovisuais, promovendo debates sobre emoção, memória, representação e ética nas narrativas cinematográficas.


A organização preparou um cenário imersivo e uma série de atividades que valorizam a interação e a reflexão crítica. A abertura reuniu acadêmicos, professores e comunidade, iniciando a noite com um momento cultural apresentado pelo Núcleo de Artes da Escola da URI, coordenado pela professora Raquel Grunewald Drews. As interpretações das canções “Over the Rainbow” e “Can’t Help Falling in Love” criaram uma atmosfera simbólica de sensibilidade e inspiração.


A solenidade de abertura contou com a presença do Diretor Acadêmico, professor Adilson Luís Stankiewski; a coordenadora do curso, professora Fernanda Grendene; e a acadêmica Janaína Suszek, representante dos estudantes de Psicologia.


A professora Fernanda Grendene, ao saudar os presentes, abordou a proposta da Semana Acadêmica como um convite a observar o cinema para além da superfície dos personagens, explorando como elementos técnicos — como trilhas, enquadramentos e silêncios — que produzem sentidos, afetos e estigmas. A reflexão sobre a ética da representação do sofrimento psíquico e o papel das imagens na construção de discursos sociais também permeou o evento.


“Que esta semana seja um espaço seguro e crítico para o debate, a escuta generosa, a divergência respeitosa e a curiosidade intelectual. Que cada tema nos ajude a afinar um olhar sensível e comprometido com a dignidade humana”, afirmou a coordenadora.


A primeira palestra da noite, ministrada pelo professor e jornalista Fábio Rochemback, abordou “O Processo de Criação e a Influência da Psicologia na Sétima Arte”. O convidado tratou o cinema como linguagem simbólica e experiência cognitiva, analisando a forma como o público constrói sentido a partir de imagens, sons e enquadramentos. Exemplos de obras como “Million Dollar Baby”, “O Irlandês” e “Meu Pai” ilustraram o modo como diretores utilizam recursos técnicos para provocar identificação e emoção.


Na sequência, o médico psiquiatra Ramiro Ronchetti destacou a “Psicopatia nas Telas: o Transtorno de Personalidade Antissocial no Cinema”. A exposição percorreu a história do gênero, desde o terror psicológico até as representações contemporâneas inspiradas em casos reais. Foram citados clássicos como “Psicose”, “O Silêncio dos Inocentes” e “Peeping Tom”, analisando como a figura do psicopata evoluiu nas narrativas e nas críticas sociais ao longo do tempo.


Com uma abordagem que uniu teoria, arte e experiência, a abertura da Semana Acadêmica reafirmou o espaço da Psicologia como campo de diálogo com outras formas de expressão e a leitura do ser humano.



 
 
 

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