Região de Erechim com bandeira vermelha pela quarta vez


A Região de Erechim foi classificada pela quarta vez com bandeira vermelha no distanciamento controlado. A cor impõe medidas mais restritivas. A atualização preliminar ocorreu agora há pouco pelo governo do Estado. Nas últimas três semanas essa já havia sido a classificação preliminar da região. No entanto, por meio de recursos encaminhados pela Prefeitura de Erechim e pelo comitê regional de atenção ao Coronavírus, foi possível reverter a situação para que a região permanecesse com bandeira laranja.

De acordo com o governo do Estado, a classificação preliminar na bandeira vermelha mais uma vez se deu porque a região registrou piora nos indicadores em relação a semana anterior.

Os municípios e associações regionais têm até a manhã de domingo para encaminhar recursos pedindo a reconsideração da classificação. As bandeiras definitivas serão anunciadas na segunda-feira, após análise dos recursos por parte do gabinete de crise do governo e a vigência passa a valer a partir de terça-feira.

Confira o que diz o Estado:


O agravamento da pandemia deixou em vermelho quase todo o Rio Grande do Sul. Das 20 regiões do Distanciamento Controlado, apenas duas foram classificadas com bandeira laranja (risco médio) no mapa preliminar da 11ª rodada, divulgado nesta sexta-feira (17/7). Significa que 90% do Estado apresenta alto risco para disseminação de coronavírus e ocupação de leitos. As bandeiras definitivas serão divulgadas na segunda-feira (20/7).

Nesta semana, o Estado havia ficado dividido: 10 regiões em vermelho e 10 em laranja. Na nova rodada, apenas a região de Pelotas apresentou melhora nos indicadores suficiente para ter regressão na bandeira, passando de vermelha para a laranja. Bagé foi a única que permaneceu no mesmo nível, com cor laranja.

Nove regiões apresentaram piora nos indicadores com relação à semana anterior. Cruz Alta, Erechim, Lajeado, Ijuí, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santo Ângelo e Uruguaiana saíram da bandeira laranja para a vermelha, juntando-se a Porto Alegre, Canoas, Cachoeira do Sul, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo e Taquara, que já estavam com risco alto.

Veja como ficou o mapa preliminar da 11ª rodada no site https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br.

A região de Pelotas esteve por duas semanas consecutivas em bandeira vermelha, o que a enquadraria na trava de segurança. Porém, a área teve seu recurso da décima semana deferido pelo Gabinete de Crise, o que levou à mudança na regra da trava de segurança para regiões que apresentarem avanços consistentes em seus indicadores.

A melhora deve ser claramente observada tanto no controle sobre o avanço da doença, como na estrutura de atendimento. Sendo assim, ainda que tenha apresentado duas bandeiras vermelhas em um período de 21 dias, a região de Pelotas pode reduzir seu nível de risco para a bandeira laranja.

Com isso, 469 municípios (do total de 497) das 18 regiões estarão preliminarmente classificados em bandeira vermelha, somando 10.273.823 habitantes, ou seja, 91% da população gaúcha (11.329.605 habitantes).

Deste total, 270 cidades e seus 1.735.262 habitantes (15,3% da população) podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local.

Clique para ver a lista dos municípios enquadrados na Regra 0-0.

Com exceção desses municípios enquadrados na Regra 0-0, as demais prefeituras e associações regionais têm 36 horas – que se encerram às 6h domingo (19/7) – para apresentarem recurso por meio do formulário de on-line: https://forms.gle/3h7wZ5Reiy1VgxaM9.

Os pedidos de reconsideração serão avaliados pelas equipes técnicas do governo. A decisão será tomada pelo Gabinete de Crise na segunda-feira (20/7) e, à tarde, o mapa definitivo, vigente a partir de terça (21/7), será divulgado.

Clique para ver a nota técnica com a justificativa da classificação das regiões.

Alerta para bandeira preta

Nestas 11 semanas de Distanciamento Controlado, o RS segue sem registro da bandeira mais grave, de cor preta. No entanto, as equipes do governo alertam para a situação de cinco regiões que ficaram muito próximas de migrarem para o nível de risco altíssimo.

Para atingir a bandeira preta, o arredondamento da média ponderada dos 11 indicadores deve alcançar, no mínimo, 2,5, enquanto a da bandeira vermelha é 1,5. Nesta rodada, Taquara ficou média de 2,40, Porto Alegre (2,36), Capão da Canoa (2,33) e Novo Hamburgo e Canoas (2,25).

Um dos principais agravantes nestas regiões é o número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias por local de residência do paciente. A capital teve 334 novas hospitalizações; Novo Hamburgo, 99; e Canoas, 47.

Regiões em alerta

Porto Alegre A região registrou aumento de pacientes de Covid-19 internados em UTI: na quinta-feira (16/7) eram 258, número que há sete dias chegava em 210. Os leitos livres de UTI caíram de 166 para 135, e os casos de graves (UTI) para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) passou 264 para 312.

Canoas Na quinta-feira (16/7), a região tinha apenas 22 leitos de UTI livres (na semana passada eram 25). Registrou aumento de pacientes de Covid-19 internados em UTI: nesta quinta-feira eram 40, número que há sete dias eram 36. SRAG em UTI passou 47 para 58. Apresentou pequeno recuo nas internações (leitos clínicos) confirmadas por Covid-19: de 69 há sete dias, para 47 agora.

Santa Maria Chama a atenção o agravamento situação da região de Santa Maria. De uma semana para outra, viu saltar de 10 para 18 os pacientes de Covid-19 em UTI, de 13 para 23 os casos de UTI por SRAG e a queda de leitos de UTI livre recuou de 49 para 36.

RESUMO DA 11ª RODADA

Regiões que tiveram piora: Santa Maria: laranja > vermelha Uruguaiana: laranja > vermelha Santo ngelo: laranja > vermelha Cruz Alta: laranja > vermelha Ijuí: laranja > vermelha Santa Rosa: laranja > vermelha Erechim: laranja > vermelha Santa Cruz do Sul: laranja > vermelha Lajeado: laranja > vermelha

Região que teve melhora: Pelotas: vermelha > laranja

PRINCIPAIS INDICADORES DA 11ª RODADA

• número de novos registros de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de confirmados Covid-19 aumentou 11% entre as duas últimas semanas (770 para 855); • número de internados em UTI por SRAG aumentou 17% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (647 para 754); • número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou 23% entre as duas últimas quintas-feiras (693 para 853); • número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou 13% entre as duas últimas quintas-feiras (504 para 572); • número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS reduziu 8% entre as duas últimas quintas-feiras (de 594 para 547); • número de óbitos por Covid-19 aumentou 31% entre as duas últimas quintas-feiras (de 207 para 271); • As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (334), Novo Hamburgo (99) Caxias do Sul (81), Passo Fundo (61) e Canoas (47).

Clique aqui e acesse o levantamento completo da 11ª rodada do Distanciamento Controlado.

ENTENDA O DISTANCIAMENTO CONTROLADO Com base em evidências científicas e análise de dados, o modelo de Distanciamento Controlado – que está oficialmente em vigor desde 10 de maio, com o Decreto 55.240 – tem o objetivo de equilibrar a prioridade de preservação da vida com uma retomada econômica responsável em todo o Rio Grande do Sul. Para isso, o governo dividiu o Estado em 20 regiões e mapeou 105 atividades econômicas. A partir de um cálculo que leva em conta 11 indicadores, segmentados em dois grupos – propagação do vírus e capacidade de atendimento de saúde –, determinou a aplicação de regras (chamados de protocolos) mais ou menos restritas para cada segmento de acordo com o risco calculado para cada região. Conforme o resultado do cruzamento de dados divulgados de forma transparente, cada local recebe uma bandeira nas cores amarela (risco baixo), laranja (médio), vermelha (alto) ou preta (altíssimo).O monitoramento dos indicadores de risco é semanal.

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