Pessoas de 30 a 39 anos estão se contaminando mais pela covid-19 na região

No total 93,5% dos infectados no Alto Uruguai têm menos de 60 anos


O Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da AMAU, buscando aprimorar as análises do cenário regional da epidemia do novo coronavírus vem aumentando as suas análises.

Além de todos os indicadores monitorados: casos confirmados, recuperados e ativos, óbitos, taxa de recuperação, taxa de letalidade, taxas de ocupação dos leitos clínicos e de UTI, hospitais regionais, imunização, agora, oferece uma avaliação da faixa etária das pessoas que estão contraindo o novo coronavírus na Região de Saúde 16, que envolve os municípios da AMAU + Nonoai e Rio dos Índios.

Cada vez mais pessoas jovens se contaminam

De acordo com o Comitê, os indicadores mostram que, nos últimos meses, as pessoas entre os 30 e 39 anos representam a principal faixa de contaminação, seguidas daqueles entre os 40 e 49 anos - grupos que, em regra, ainda não foram totalmente vacinados e se mantém economicamente ativos.

“Estamos percebendo que essa faixa etária é a predominante nos últimos três, o que nos remete a alertar essas pessoas para que redobrem os cuidados”, frisa o membro do Comitê da AMAU, Jackson Arpini.

Outra análise importante, a partir do levantamento, diz respeito a resposta imunológica da imunização, considerando que a faixa superior a 60 anos, apresenta percentuais baixos e com curva de dimnuição, conforme a campanha de imunização avança na região - sempre levando em consideração que os dados estratificam faixa etária superior a 60 anos (60, 70, 80, 90 anos).

“Precisamos continuar firmes na adoção das medidas de prevenção e na adoção dos protocolos sanitários e continuar ampliando a cobertura vacinal, através da chegada dos imunizantes na região”, pontua Arpini.

O Sistema 3As do Estado colocou a R16 pela quinta vez consecutiva em alerta na quarta-feira, 23. “É preciso agir e reagir para mitigar os indicadores, a fim de que seja possível alcançar um cenário mais alentador, a partir do princípio que as estruturas hospitalares estão sobrecarregadas”, finaliza Jackson Arpini.