Na Vigília Pascal na Catedral, Dom Adimir exorta a viver vida nova em Cristo Ressuscitado


Com nas outras celebrações da Semana Santa, a Vigília Pascal, a principal liturgia da Igreja, teve participação presencial restrita, em respeito aos protocolos sanitários.

Dom Adimir presidiu esta solene liturgia na Catedral São José, tendo como mestre de cerimônias o Pe. Lucas Stein e a participação do Diácono Pascoal Pozza, que fez a apresentação do Círio Pascal e a proclamação da Páscoa.

O Círio, grande símbolo de Cristo Ressuscitado, foi aceso na porta da Catedral em fogo novo abençoado. Ele marcado com os números do ano em curso, com as letras iniciais e finais do alfabeto, lembrando que Ele é o Senhor do tempo e da eternidade, o princípio e o fim de tudo e com cinco cravos, recordando as chagas do Crucificado-Ressuscitado. Foi então entronizado na igreja com as luzes apagadas e colocado em lugar de destaque, onde permanecerá até o dia de Pentecostes.

Depois da proclamação da Páscoa, seguiu-se a liturgia da Palavra com diversas leituras que recordam a ação de Deus na criação e na redenção da humanidade. A esta parte, houve a bênção da água e a renovação das promessas batismais. Por fim, a liturgia eucarística.

No início da homilia, Dom Adimir lembrou a característica de silêncio do sábado santo, na expectativa da alegre e exultante celebração da Ressurreição do Senhor. Ressaltou que as diversas leituras convidam a reconhecer as maravilhas de Deus que tudo criou tendo como centro o ser humano, feito à imagem e semelhança do Criador; que libertou o povo escolhido da escravidão em terra estrangeira conduzindo-o à terra prometida, com ele fez uma aliança de amor, à qual foi sempre fiel, embora muitas vezes o povo dela se desviasse. Para reconduzi-lo à aliança, enviou-lhe os profetas que lhe recordavam a fidelidade ao compromisso com Deus, a afastar-se do pecado e voltar-se para o Ele, sempre fiel às suas promessas. Acentuou a importância de sempre acolher a Palavra de Deus e a viver a vida nova do Cristo Ressuscitado, no qual, pelo Batismo, o cristão passa da morte para a vida, com o compromisso de permanecer nele. Referindo-se ao Evangelho narrando a ida das mulheres ao túmulo encontrando-o vazio com o anjo a dizer-lhes que Cristo havia ressuscitado e que esperaria os discípulos na Galileia, enfatizou que do encontro com Ele nasce a verdadeira alegria. Concluiu exortando a todos a caminhar sempre com Ele no bem e fazendo o bem, a pedir-lhe, neste tempo de pandemia, que renove a face a terra e afaste este flagelo, com o permanente cuidado com a vida, na esperança da vida em plenitude na eternidade.


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