Mães que rezam, famílias que se transformam
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À luz do Dia das Mães, celebrado neste domingo, dia 10 maio, o movimento Mães que Oram pelos Filhos ganha espaço na Diocese de Erexim e revela como a fé tem moldado a vivência da maternidade

A experiência da maternidade unida à oração tem reunido mulheres em diferentes comunidades da Diocese de Erexim. Presente em grupos como os dos Santuários Nossa Senhora de Fátima e de La Salette, o movimento Mães que Oram pelos Filhos se fortalece como um espaço de fé, partilha e transformação pessoal, com reflexos diretos na vida das famílias. Para além dos encontros semanais, a proposta se traduz em uma prática cotidiana de entrega, onde cada mãe assume a missão de interceder pelos filhos e conduzir o lar pela fé.
A origem do movimento na Diocese passa por uma história pessoal que se entrelaça com o chamado à maternidade. “A sementinha foi plantada quando ganhei de presente da minha mãe o livro ‘Mães que Oram pelos Filhos’, quando estava gestando o meu primeiro filho”, conta a coordenadora diocesana, Marjiana Zin. O impulso definitivo veio pouco tempo depois, já com a segunda filha nos braços. A partir de um encontro com integrantes do grupo de Marcelino Ramos e do apoio do diretor espiritual, Pe. José Carlos Sala, a iniciativa começou a tomar forma em Erechim. “Tudo aconteceu com muita fluidez”, resume.

Hoje, o movimento tem reconhecimento diocesano e segue em expansão. No Santuário Nossa Senhora de Fátima, por exemplo, os encontros acontecem todos os sábados, reunindo, em média, de 30 a 35 mães, embora o grupo virtual já reúna mais de uma centena de participantes. “É aberto para todas as mães, de qualquer paróquia”, explica a coordenadora local, Renata Zanette. Os encontros seguem uma metodologia própria, com momentos de oração e formação. As intenções são escritas de forma individual e depositadas em uma caixa, sendo posteriormente queimadas em um gesto simbólico de entrega.
Fé como sustentação diante de desafios

Em comum, as participantes destacam que rezar pelos filhos vai além de pedidos pontuais. Trata-se de uma missão assumida diariamente. “Orar pelos filhos vai muito além de pedir proteção. É confiar a Deus a vida, as escolhas e o futuro deles”, afirma Renata. Nesse sentido, a prática da oração tem impacto direto na forma como a maternidade é vivida. “Percebemos mais serenidade e sabedoria diante das situações do dia a dia”, acrescenta.
A fé aparece como sustentação diante dos desafios. Tanto Marjiana quanto Renata relatam experiências que evidenciam esse processo de transformação interior. “A nossa fé traz luz para as mais profundas questões sobre maternidade”, aponta Marjiana, ao destacar o crescimento pessoal vivido pelas participantes. Renata, por sua vez, compartilha uma experiência marcante: ao mudar sua forma de rezar e passar a pedir que a vontade de Deus prevalecesse, encontrou sentido mesmo sem ver seu pedido atendido. “Hoje sei que foi da melhor forma”, afirma.
Esse caminho espiritual também se reflete na dinâmica familiar. As duas coordenadoras relatam mudanças concretas no ambiente doméstico, com mães mais pacientes, capazes de orientar os filhos na fé e de atuar como promotoras de reconciliação dentro de casa. “São mães que reconhecem sua autoridade espiritual e não deixam de interceder diante das batalhas da vida”, resume Marjiana. Renata complementa ao destacar que muitas participantes passam por um processo de cura interior, que depois se estende aos lares.

À luz do Dia das Mães, celebrado neste domingo, dia 10 maio, o movimento propõe um olhar mais profundo sobre a vocação materna. Para as integrantes, a data vai além da homenagem e se torna um convite à reflexão. “É um lembrete de que ser mãe é uma vocação confiada por Deus”, afirma Renata. Marjiana reforça o simbolismo ao relacionar a maternidade ao exemplo de Maria: “Uma mulher que gera, acolhe, guia e confia na vontade do Pai”.
Aberto a novas participantes, o movimento, que tem como padroeira Nossa Senhora de La Salette, segue como um espaço de acolhimento para mães, avós e mulheres que desejam viver ou se preparar para a maternidade à luz da fé. O convite, segundo as coordenadoras, é simples e direto: aproximar-se de um dos grupos já existentes ou, diante da ausência, dar o primeiro passo. “Talvez Deus esteja esperando o seu ‘sim’ para expandir essa fonte de graças”, afirma Marjiana. Para quem participa, o resultado é claro: “Sou uma mãe muito melhor porque tenho a convicção de que estou semeando no coração dos meus filhos o que de mais precioso existe: a fé cristã”.




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