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Menina de 11 anos se destaca no karatê e integra Seleção Gaúcha

  • 26 de mar.
  • 3 min de leitura

Valentina Voszyl, de apenas 11 anos, vem conquistando espaço e títulos no karatê desde muito cedo

Por: Ragnara Marchiori

Foto: Ragnara Marchiori


Nem toda menina sonha em ser bailarina. Algumas encontram no esporte a sua verdadeira paixão, e foi assim com a Valentina Fiorentin Voszyl, de apenas 11 anos, que vem conquistando espaço e títulos no karatê desde muito cedo.


A jovem atleta iniciou na modalidade aos quatro anos de idade, motivada por uma curiosidade que surgia diariamente. “Meu pai tinha um restaurante em frente a um dojô, e eu sempre via eles treinando. Aquilo me chamava muito a atenção, eu tinha muita vontade de começar”, conta.


O incentivo dentro de casa também fez diferença. O pai, Paulo Voszyl, que já teve contato com as artes marciais, compartilhava histórias que despertavam ainda mais o interesse da filha. E não demorou para que o primeiro contato com o karatê já trouxesse resultados.

“Eu gostei muito desde o começo. Minha primeira competição foi em Ijuí, foi uma experiência emocionante… e já conquistei o primeiro lugar”, relembra.


Desde então, Valentina não parou mais. A atleta passou a competir com frequência, conquistou o título de campeã estadual, entrou para a seleção gaúcha e já participou de duas edições do Campeonato Brasileiro, figurando entre as melhores do país em sua categoria.


A trajetória é acompanhada de perto pela sensei Cristiane Babinski, responsável pelo dojô Onna Bugeisha - que significa “mulher samurai”, um espaço voltado ao incentivo da participação feminina nas artes marciais. “O karatê foi considerado um esporte masculino por muitas décadas, mas hoje vemos cada vez mais mulheres participando e competindo. A Valentina é um exemplo, seja para crianças ou adolescentes”, destaca.


Segundo a professora, o talento pode até aparecer cedo, mas é a dedicação que constrói um atleta de alto nível. “A gente percebe nas primeiras aulas quando existe uma predisposição, mas esse talento também é construído com muito treino, esforço e disciplina.”

Mais do que conquistas esportivas, o karatê tem impacto direto no desenvolvimento pessoal, especialmente entre meninas e mulheres. “Vivemos em um mundo perigoso, e o karatê traz segurança e confiança. Isso é muito importante dentro da sociedade”, reforça a sensei.


O apoio da família também é peça fundamental nessa caminhada. A mãe, Rafaela Fiorentin, conta que inicialmente imaginava outro futuro para a filha. “Eu sonhava em ter uma filha bailarina, mas ela voltava das aulas de ballet desanimada, parecia que aquilo não a completava. Um dia, passando na frente do dojô, ainda bem pequena, ela disse: ‘é isso, mãe’. E ali a gente entendeu.”


Hoje, o esporte faz parte da rotina de toda a família. A caçula, Melyna, de apenas 40 dias, já tem até um kimono, um símbolo do quanto o karatê passou a fazer parte da história deles. “A gente apoia muito o esporte. Mudou a vida de toda a família. A Valentina vem crescendo espiritualmente e mentalmente, e queremos continuar incentivando isso”, afirma Rafaela.


Para seguir representando o estado e o país em competições, no entanto, o caminho também exige apoio. A sensei destaca a importância de patrocinadores para garantir a participação da atleta em eventos fora do estado. “Ela já competiu em lugares como Goiás e Rio de Janeiro. Para continuar evoluindo, precisamos de recursos. Nosso objetivo é levar atletas como a Valentina cada vez mais longe dentro do esporte.”


Com disciplina, talento e uma paixão que começou ainda na infância, Valentina segue escrevendo sua história e provando que cada menina tem seu próprio caminho. E, no caso dela, ele é traçado com firmeza, respeito e muita determinação sobre o tatame.

 
 
 

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