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Janeiro branco: uma tela em branco para encher com escolhas conscientes

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    Najaska - Jornalismo
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Psicóloga enfatizou a necessidade de reconhecer sinais de sofrimento emocional e buscar apoio qualificado



O Studio 104, programa de entrevistas da Rádio Virtual, pautou, nessa semana, o Janeiro Branco, movimento criado em 2014 para reforçar a atenção à saúde mental. O assunto foi abordado pela diretora de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Erechim, Janete Lazzari, que é psicóloga. Ela explicou que o início do ano simboliza uma oportunidade de reflexão, comparada a uma “tela em branco”, capaz de inspirar escolhas mais conscientes e cuidadosas no cotidiano.

Durante a conversa, Janete afirmou que o autocuidado começa com metas reais e com a capacidade de perceber o próprio estado emocional. Ela destacou que cada pessoa reage de um jeito, mas que alguns sinais merecem atenção, como irritabilidade persistente, alterações de sono, dificuldade de concentração, perda de interesse e sensação contínua de esgotamento. “Reconhecer esses indícios é fundamental para evitar agravamentos e buscar ajuda no momento certo”, explicou.


A diretora também alertou para o crescimento do autodiagnóstico, especialmente entre adolescentes. Segundo ela, muitos conteúdos na internet simplificam questões complexas, o que pode levar a conclusões equivocadas. “A informação pode ajudar, mas diagnóstico é responsabilidade de quem tem formação para isso”, afirmou, reforçando que, entre crianças, os sintomas costumam se manifestar de forma diferente e exigem ainda mais atenção das famílias.


Em outro ponto da entrevista, Janete observou que muitas pessoas vivem “no automático”, deixando sinais de desgaste emocional passarem despercebidos. Ela defendeu práticas simples, como conversar com pessoas de confiança, retomar atividades que dão prazer e reconhecer limites, como caminhos acessíveis para fortalecer o bem-estar. Para ela, buscar apoio especializado sempre que necessário é um gesto de responsabilidade: “Pedir ajuda não é fraqueza; é cuidado consigo mesmo”.


Por: Najaska Martins

 
 
 

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