Hospinorte promove treinamento sobre Faturamento SUS e de Convênios

O evento foi realizado no Centro Clínico do Hospital de Caridade de Erechim, respeitando todos os protocolos sanitários de prevenção à Covid-19.



A Associação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Norte do Estado do RS – Hospinorte – promoveu, na tarde do dia 25, o seu segundo treinamento do mês de agosto tendo como público alvo as equipes das áreas administrativa, financeira e de faturamento dos hospitais associados. Desta vez, os temas foram Faturamento de Convênios e Faturamento SUS. O evento teve duração de quatro horas e foi realizado no Centro Clínico do Hospital de Caridade de Erechim, respeitando todos os protocolos sanitários de prevenção à Covid-19.

A primeira palestra foi sobre Faturamento de Convênios com a equipe de faturamento do Hospital de Caridade: – Lucileia Liane Fassina, Lucilane Stankiewicze, João Paulo Noronha e Marciele Dalla Vecchia. Segundo eles, a equipe do HC é composta por um Gerente de Serviços, uma Supervisora de Faturamento, dois Analistas de Faturamento, seis Faturistas, quatro Auditores, um na área de Autorizações e seis pessoas na Escrituração. Cada cargo com uma função específica. Os principais convênios que o HC atende são IPE, Unimed, Coopusaúde, Cassi, Cabergs, Saúde Caixa, Saúde Bradesco, Sul América – seguro saúde, Patronal – Geap Fundação de Seguridade Social, Pás Concórdia e as Prefeituras Municipais.

De forma didática, os palestrantes mostraram como são realizados os processos de faturamento do IPE e Unimed, como informar nos respectivos portais, as autorizações, legislação, perícias médicas, tabela de procedimentos, taxas, serviços hospitalares e ambulatoriais, entrada e saída do paciente, tipos de atendimentos, diárias, transmissão e auditoria, por onde a conta passa após passar pelo processo de faturamento.

Conforme explicaram, o processo encerra com a auditoria, que faz a conferência detalhada de acordo com cada convênio, conferindo assim medicamentos, materiais, taxas e notas fiscais quando necessário. A conferência é realizada da mesma forma em todos os convênios. Tudo deve estar prescrito pelo médico assistente, aprazado e checado pela enfermagem para que a cobrança possa ser feita corretamente. De acordo com os palestrantes, cada convênio possui a sua particularidade quanto a valores, o que paga, quantidade limite de itens, enfim, vai depender do contrato existente entre instituição e o convênio. “É muito importante que todo procedimento realizado no/e para o paciente seja prescrito, independente do que seja, materiais/medicamentos/taxas, para que possamos receber por tudo que realmente foi necessário no atendimento ao paciente”, alertaram. Ao finalizarem, chamaram a atenção para que “todo cuidado na hora de manusear o prontuário é de extrema importância, para que não haja problemas ao decorrer do processo de pagamento”.

FATURAMENTO SUS

Seguindo, a equipe de faturamento da Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim, integrada por Maria Helena Nunes e Stephany Carla Wrublewski, falou sobre o faturamento SUS (Sistema Único de Saúde). Elas iniciaram abordando a Autorização de Internação Hospitalar – AIH -, sua estrutura de numeração e codificação. Comentaram sobre o laudo para solicitação da AIH que deve ser preenchido em duas vias pelo profissional assistente/solicitante de forma legível e sem abreviaturas, sob pena de rejeição do mesmo. Deve conter, além da identificação do paciente, as informações de anamnese, exame físico, exames complementares (quando houver), as condições que justifiquem a internação e o diagnóstico inicial e seu encaminhamento.

Comentaram sobre as internações que podem ser eletivas ou de urgência/emergência, sendo que a eletiva deve ter autorização prévia. Nos atendimentos de urgência/emergência, o internamento do paciente será realizado independentemente de autorização prévia. Também explanaram quando é necessário emissão de nova AIH, mudança de registro quando o diagnóstico inicial não é confirmado ou intercorrência que implique na mudança da conduta ou especialidade médica. A equipe do Santa Terezinha exemplificou quando isso pode ocorrer e como deve ser feito o procedimento.

As palestrantes falaram sobre presença de acompanhantes, sendo que são permitidas para menores de 18 anos, sem restrições, e maiores de 18 em casos excepcionais, ou seja, nos casos em que o quadro clínico justifique. E a obrigatoriedade da presença de acompanhante de pacientes maiores de 60 anos de idade, quando internados.

Outros pontos explanados foram o preenchimento do prontuário médico e os documentos que o acompanham; acomodações; a compatibilidade CID x procedimento; anestesia; auditoria médica; processamento das informações para o sistema; como fazer o faturamento da AIH; boletim do Pronto Atendimento e suas siglas; registros dos atendimentos; relatórios. Elas também demonstraram de forma prática como incluir informações no Sistema de Gerenciamento de Tabela de Procedimentos e OPM do SUS e Contrato SUS – metas quantitativas e qualitativas.

Outro tema que despertou interesse foi sobre a Central de Especialidades e sua operacionalização – consultas, agenda, cancelamento e transferência de consultas -, laudos e autorizações, além de faturamento e como proceder no sistema digital. Maria Helena e Stephany também demonstraram de forma didática, como operacionalizar, como informar e com consolidar todas as informações.