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Férias escolares: o melhor momento para colocar a vacinação em dia e garantir um ano letivo mais seguro

  • Foto do escritor: Najaska - Jornalismo
    Najaska - Jornalismo
  • há 6 horas
  • 3 min de leitura

Durante as férias, é mais fácil identificar doses em atraso ou previstas para a idade, evitando esquecimentos. Além disso, como não é um período de grandes campanhas de vacinação, o fluxo nas salas de vacina costuma ser menor, agilizando o atendimento

As férias escolares vão muito além do descanso e do lazer. Esse período também é considerado estratégico para colocar a carteirinha de vacinação de crianças e adolescentes em dia, um cuidado essencial para a saúde individual e coletiva.


Segundo a enfermeira Cristiane Bach Benincá, da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Três Arroios, as férias criam um cenário ideal para a atualização do esquema vacinal. “Sem a rotina de aulas, provas e atividades escolares, pais e responsáveis conseguem ir até a UBS com mais calma, sem que a criança precise faltar à escola ou se preocupar com possíveis reações no dia seguinte”, explica. Esse tempo mais tranquilo facilita a aceitação da vacina e permite que a equipe de saúde faça o atendimento de forma mais humanizada.


Outro ponto importante é a possibilidade de revisar a carteirinha com atenção. Durante as férias, é mais fácil identificar doses em atraso ou previstas para a idade, evitando esquecimentos. Além disso, como não é um período de grandes campanhas de vacinação, o fluxo nas salas de vacina costuma ser menor, agilizando o atendimento.


Riscos de iniciar o ano letivo com vacinas atrasadas


Começar o ano letivo com vacinas em atraso traz riscos significativos, não apenas para a criança ou adolescente, mas para toda a comunidade escolar. Ambientes escolares favorecem a circulação de doenças imunopreveníveis, como sarampo, caxumba, rubéola, coqueluche, meningite, varicela, gripe e covid-19, devido ao contato próximo e constante entre alunos, professores e funcionários.


Cristiane alerta que uma única pessoa não vacinada pode facilitar a reintrodução de doenças que já estavam controladas. “Algumas dessas doenças podem evoluir com internações, sequelas e até risco de morte, especialmente em crianças menores ou adolescentes com comorbidades”, reforça. Além disso, episódios frequentes de doença levam a faltas na escola, prejuízo no aprendizado e queda no desempenho escolar.


Há ainda a questão administrativa. Em alguns estados, escolas exigem a carteirinha de vacinação atualizada, o que pode gerar notificações ou encaminhamentos aos serviços de saúde quando há atraso vacinal.


Doenças que podem voltar a circular


Quando a cobertura vacinal diminui, doenças que estavam controladas ou até eliminadas, podem voltar a circular. Em ambientes escolares, a queda da vacinação compromete a chamada imunidade coletiva, abrindo espaço para novos surtos.

Vacinas mais esquecidas pelos pais


Algumas vacinas acabam sendo esquecidas com mais frequência, principalmente aquelas aplicadas na pré-adolescência e adolescência. Entre elas estão:


• HPV, indicada a partir dos 9 anos, que ainda gera dúvidas por desinformação;

• Dengue, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, por ser uma vacina mais recente no calendário;

• Meningocócica ACWY, aplicada aos 11 anos, fundamental na prevenção de meningites graves;

• Dupla adulto, cujo reforço geralmente é feito aos 14 anos.


Isso acontece porque, após a primeira infância, as consultas pediátricas se tornam menos frequentes e a carteirinha acaba ficando em segundo plano.


Como conferir se a vacinação está em dia


Conferir a carteirinha de vacinação é simples. Basta observar se todas as doses estão registradas com data, lote e unidade de saúde. Um detalhe importante: nas cadernetas, as vacinas já aplicadas ficam registradas à caneta, enquanto as doses ainda previstas aparecem agendadas a lápis.

Em caso de dúvida, a orientação é procurar a UBS para que a equipe de imunizações revise o cartão e indique as atualizações necessárias. Outra opção é o aplicativo Conecte SUS, disponível pelo GOV.BR, que permite consultar o histórico vacinal. E vale lembrar: não é preciso reiniciar esquemas atrasados, basta atualizar conforme a orientação profissional.

A mensagem final aos pais


A enfermeira Cristiane deixa um recado claro aos pais e responsáveis: “Vacinar é um ato de amor, proteção e responsabilidade”. Ter dúvidas é natural, mas adiar a vacinação não elimina riscos, apenas deixa a criança mais vulnerável.

“As vacinas são seguras, salvam vidas, são gratuitas no SUS e resultado de décadas de estudos. Ao vacinar seu filho, você protege não só ele, mas toda a comunidade”, finaliza.


Por: Ragnara Marchiori

Foto: Arquivo pessoal

 
 
 

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