Fisioterapia da URI realiza atendimentos por telerreabilitação


O Curso de Fisioterapia da URI Erechim realizou, durante este último semestre do ano, atendimentos por telerreabilitação a pacientes cardiopatas, pneumopatas e renais crônicos que participaram do Programa de Reabilitação Cárdiopulmonar e Metabólica. Em função da pandemia, causada pela COVID-19, as atividades do Programa tiveram que ser suspensas do formato presencial e passaram a acontecer por telemonitoramento ou telerreabilitação. O que para muitos, num primeiro momento, parecia algo impossível, foi a solução encontrada para dar continuidade aos atendimentos aos pacientes. Segundo a Professora Fernanda Dal’ Maso Camera, uma das responsáveis pelo projeto, “a ideia de trabalharmos em um formato diferente surgiu através da necessidade de mantermos os pacientes realizando as atividades, o que para eles seria fundamental”. O Fisioterapeuta Diego Felipe Tapia também é um dos responsáveis pelo programa. Por outro lado, a Coordenadora do Curso, Professora Janesca Mansur Guedes, disse que as atividades não presenciais foram aprovadas pela conforme Resolução Nº 516, de 20 de março de 2020, do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). “Dessa forma, tivemos a possibilidade de dar continuidade, de forma legal, mantendo a segurança necessária a todos os pacientes”, frisou a coordenadora. O sistema de telemonitoramento ou telerreabilitação consiste no acompanhamento a distância, de paciente atendido previamente de forma presencial, por meio de aparelhos tecnológicos. Nesta modalidade, completa a professora, “o Fisioterapeuta pode utilizar métodos, mantendo a comunicação realizada em tempo real e/ou assíncronos, assegurando a comunicação não realizada em tempo real. O nosso programa realizou todos os atendimentos de forma síncrona, sendo este aprovado pelo COFFITO”. Além disso, estudos científicos têm cada vez mais demonstrado os benefícios do exercício físico regular e dos programas de reabilitação cardiopulmonar e metabólica para indivíduos portadores de distúrbios cardiorrespiratórios e metabólicos e, neste ano, os profissionais fisioterapeutas da URI tiveram que se reinventar buscando soluções para que os pacientes não deixassem de realizar os exercícios físicos, não perdendo, assim, o condicionamento já adquirido que, para eles, é muito importante. O Programa de Reabilitação Cárdiopulmonar e Metabólica está vinculado à Disciplina de Estágio Curricular Obrigatório. A equipe é formada pela Professora Fernanda Dal’Maso Camera (Fisioterapeuta), Diogo Felipe Tapia (Fisioterapeuta), os médicos Leandro Gritti (Pneumologista), Rafael Camera (Cardiologista), Paulo Roberto Dall Agnol, Jean Carlos Zanardo, Lázaro Pereira Jacobina (Nefrologistas), Vivian Zanardo (Nutricionista), Mari Lúcia Sbardelotto (Educadora Física), Luiz Carlos Chicota (Farmacêutico), Antônio Augusto Iponema Costa (Cirurgião Dentista), Felipe Biasus (Psicólogo), Ângela Maria Brustolin (Enfermeira) e acadêmicos do quinto ano do Curso. Os pacientes do Programa, por outro lado, reconhecem a importância do trabalho multiprofissional prestado durante todos estes anos, principalmente neste ano de pandemia, e relataram que o acompanhamento, o cuidado, o acolhimento e as orientações foram fundamentais para a melhora da condição física e mental de todos. Relatam que participar do programa de reabilitação por telerreabilitação foi muito bom, pois tiveram sempre o acompanhamento dos profissionais, proporcionando bem-estar. Além disso, destacam que todos os profissionais e acadêmicos foram sempre muito atenciosos e cuidadosos. Mesmo a distância, disseram estar muito bem com os exercícios realizados. Concluíram que os encontros foram, na verdade, também, demonstração de afeto, cuidado e atenção, proporcionando segurança e esperança.