Expectativa de aumento expressivo da área impulsiona final da semeadura da canola no RS
- 1 de jun.
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Em diversas regiões gaúchas, a falta de chuvas regulares tem provocado emergência desuniforme das plantas e pode comprometer o desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo

A reta final da semeadura da canola no Rio Grande do Sul está sendo impulsionada pela expectativa de crescimento expressivo da área cultivada em 2026. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta semana, as condições de tempo seco favoreceram o avanço dos trabalhos em praticamente todas as regiões produtoras do Estado.
No Alto Uruguai, produtores acompanham o cenário com atenção, especialmente diante da busca por alternativas mais rentáveis e da necessidade de diversificação das culturas de inverno. A canola tem se consolidado como uma opção estratégica para muitas propriedades, impulsionando a expansão das áreas de cultivo.
Apesar do avanço da semeadura, a baixa umidade do solo preocupa os agricultores. Em diversas regiões gaúchas, a falta de chuvas regulares tem provocado emergência desuniforme das plantas e pode comprometer o desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo.
No caso do trigo, a semeadura está apenas começando. A expectativa, porém, é de redução significativa da área cultivada em relação à safra passada. Entre os fatores apontados estão os elevados custos de produção, a menor atratividade econômica do cereal e o aumento da percepção de risco climático, especialmente pela influência prevista do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera.
Já a aveia-branca apresenta perspectiva de estabilidade ou até mesmo leve crescimento de área. A cultura segue sendo uma importante alternativa para alimentação animal e integração lavoura-pecuária, sistemas bastante presentes nas propriedades rurais da região.
Na cultura da cevada, o cenário é diferente. A expectativa é de redução superior a 30% na área cultivada no Estado, reflexo das preocupações com as condições climáticas e dos riscos de produção.
Enquanto as culturas de inverno avançam, as lavouras de verão entram na reta final. A colheita da soja já alcança 99% da área cultivada no Rio Grande do Sul. A produtividade média estadual está estimada em 2.871 quilos por hectare, embora os resultados variem bastante conforme a disponibilidade de chuva durante o ciclo.
No milho, a colheita chega a 96% das áreas. Restam apenas lavouras tardias, algumas delas afetadas pelas geadas registradas em maio. Mesmo assim, os impactos foram considerados limitados na maior parte das regiões produtoras.
A colheita do arroz irrigado está praticamente encerrada no Estado, com produtividade considerada satisfatória. O desafio agora é a comercialização, já que os preços pagos ao produtor permanecem abaixo dos registrados na safra anterior.
Para os produtores do Alto Uruguai, o momento é de planejamento e definição das estratégias para a safra de inverno, acompanhando de perto as condições climáticas e o comportamento do mercado agrícola.




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