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Equipe de Robótica do Marista Medianeira representa o Brasil em Competição Mundial nos EUA


A equipe Cavalo Vendado foi campeã nacional do Festival Sesi de Robótica 2023 e conquistou a vaga para disputar o mundial em Houston



Determinação, união, estudo e muito trabalho fizeram a Equipe de Robótica do Colégio Marista Medianeira, Cavalo Vendado, alçar voos mais altos e conquistar novos espaços através do conhecimento. De 19 a 22 de abril, a equipe representou o Colégio, a cidade de Erechim e o Brasil no First Championship 2023, evento mundial de robótica promovido pela For Inspiration and Recognition of Science and Technology - First, organização americana que opera internacionalmente diversas competições de Robótica no mundo, que aconteceu na cidade de Houston, no Texas / Estados Unidos. A equipe Cavalo Vendando participou com 10 integrantes, sendo eles: os instrutores Necleto Pansera Jr. e Vinícius Trentin; a vice-diretora Lizandra Passini; e os estudantes Arthur Tamagno, Carlos Eduardo De Marco, Guilherme Matiasso, Gustavo Malacarne, Henryque Consoli, Maole Mach e Pedro Henrique Gonçalves, na categoria FTC - First Tech Challenge, em que foi desafiada a projetar, programar e construir um robô capaz de realizar tarefas e da qual foi campeã nacional no Festival Sesi de Robótica deste ano, classificando-se assim, para a competição mundial.

Ao todo no evento, participaram 192 equipes, de mais de 50 países diferentes, as quais eram separadas em quatro divisões, e todas tinham suas qualificatórias e suas eliminatórias. A primeira etapa era a parte qualificatória, em que existia uma tabela de pontos: cada vitória valia dois pontos, cada empate valia um ponto e derrotas não pontuavam. Com base nisso, as equipes presentes nas quatro primeiras divisões da tabela eram classificadas para escolher sua aliança e passar para a fase da disputa final. Durante esta etapa, as partidas eram em sistema “melhor de três”, até restar uma única aliança. Então, essa aliança se classificava para terceira e última etapa, onde os vencedores das quatro divisões se enfrentavam para ver qual seria o campeão. Ao longo da competição, o Marista Medianeira fez alianças com 11 equipes, sendo elas: “Marvel”, da Coreia do sul; “Hurricanes’, dos EUA; “Electron Volts”, dos EUA; “Scrap Metal”, do Alaska; “Gong Invaders”, da Australia; “Piece of Cake”, dos EUA; “Technophobia”, dos EUA; “Waffles”, do Havaí, “Robocorns”, da Pensilvânia; “Quality Control”, dos EUA e “Terrabats”, dos EUA.

De acordo com o estudante da Equipe Cavalo Vendado, Pedro Augusto Gonçalves, do 2º ano do Ensino Médio, a construção do robô foi divido em três partes principais. “A primeira parte foi o que chamamos de Brain Storm, onde basicamente são levantadas diversas ideias sobre o que vamos apresentar para o desafio da competição. A segunda parte é a de design, em que o robô começa a ser desenhado em software de modelagem 3D. A última parte é a montagem, onde todo o design do robô é colocado em prática. O robô funciona com um sistema de tração, em que quatro motores operam um para cada roda, e possui também um sistema de braço robótico, no qual operam dois motores: um para o sistema de elevação e o outro para o sistema que rotaciona o braço. O robô possui dois modos de operação, a sua parte autônoma onde ele opera por um período sem interferência humana, e a sua parte controlada.

Para Pedro, a experiência da viagem foi incrível. “A ansiedade de querer competir logo contra os melhores do mundo e, ainda por cima, realizar o meu sonho de conhecer os EUA assim tão cedo, foi grande. Uma das primeiras experiências que nunca mais vou esquecer foi logo no começo da viagem, onde andei de avião pela primeira vez e, após algumas horas, pisei no país que era meu sonho conhecer. A viagem, proporcionou diversas experiencias novas, como a visita ao museu da NASA, que se tornou uma lembrança que nunca esquecerei, pois, toda essa área de foguetes e exploração espacial está muito relacionada à robótica e com a sua aplicação na realidade, e isso foi muito incrível. Essa viagem agregou de forma bastante positiva para a minha bagagem de vida, pois abriu novos horizontes, mostrando que o mundo é imenso, que existem milhares de pessoas altamente capacitadas, e que temos que nos dedicar bastante para não ficarmos para trás”.

O instrutor da equipe do Marista Medianeira, Necleto Pansera Júnior, ressaltou que a viagem a uma cidade nova, fora do Brasil, trouxe desafios nunca enfrentados, como o idioma e a diferença em relação ao preparo das equipes para a competição, já que poucas equipes estavam lá pela primeira vez. “Foi uma experiência inesquecível, de muito aprendizado e amizades construídas. O nível mundial é muito alto e assim, despertou em todos o desejo de melhorar e se preparar para, no ano que vem, conseguirmos a vaga novamente. E digo mais, temos expertise e potencial para fazermos em Erechim eventos muito parecidos, fortalecendo a STEAM na cidade”.

Imersão cultural, conhecimento e novas vivências

A Vice-diretora do Colégio, Lizandra Passini, que acompanhou a equipe no mundial, destacou a experiência vivida pelo grupo em diversos aspectos. “Começando pela viagem onde todos aprendemos a lidar com a mudança de fuso-horário, idioma e moeda estrangeira. Nossa hospedagem na cidade também nos proporcionou vivências e aprendizados em relação à cultura americana. Tivemos a oportunidade de experimentar um pouco da gastronomia e apreciar a arquitetura da cidade em nossos deslocamentos e passeios. A participação na Competição Mundial, eu diria que foi a oportunidade de viver um “intercâmbio” em 4 dias. A convivência e o compartilhamento de experiências, ideias e estratégias com equipes de Robótica de vários países do mundo foi enriquecedora para nossos estudantes. Estar naquele espaço de múltiplas aprendizagens e viver todas essas experiências, com certeza, foi algo que levaremos para sempre em nossas memórias.”

Para o estudante do 2º ano do Ensino Médio, Guilherme Matiasso, a equipe Cavalo Vendado teve uma grande oportunidade de expandir seu conhecimento em todas as áreas da competição, desde o planejamento para a engenharia do robô, desenvolvimento de estratégias, preparação para apresentações em ambas as línguas e até diversos outros ensinamentos em pontos específicos. “A viagem teve momentos muito bons como quando fomos visitar a Nasa Space Center, o que para mim era um sonho de criança e se tornou realidade, onde pudemos visualizar com os próprios olhos toda aquela tecnologia de maneira muito gratificante. Sem contar outros momentos em que apenas passando pela cidade e conhecendo pontos históricos, já ficávamos impressionados pela sistematização e organização do local. Com certeza, uma das melhores experiências foi a de conversar com pessoas em outro idioma, passando por situações em que tínhamos que “nos virar”. Sem dúvidas, estes momentos fizeram a diferença em todos nós. Após a viagem, temos planos de levar para mais estudantes esses conhecimentos que adquirimos no evento, a partir de projetos sociais desenvolvidos pela equipe, visando inspirar crianças a buscarem seus objetivos por meio do estudo. Também ressalto como é fundamental o apoio das empresas parceiras, para que possamos adquirir as peças necessárias, melhorando cada vez mais o nosso robô em todos os aspectos e fazendo a Cavalo Vendado crescer ainda mais como uma equipe. Na próxima temporada, vamos com tudo para garantir um resultado melhor ainda”, finalizou o estudante.






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