Comitê regional orienta a região de Erechim adotar a cogestão


O Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da AMAU realizou reunião extraordinária, nesta segunda-feira, 19, para avaliar os indicadores regional, macrorregional e estadual, a fim de verificar a possibilidade ou não da adoção da ferramenta legal da cogestão para a semana de 20/04 a 26/04.

O Distanciamento Controlado/RS classificou todas as 21 regiões de saúde, sob a ótica da epidemia do coronavírus, em bandeira preta – altíssimo risco. Um dos fatores que levaram a essa classificação é o indicador da salvaguarda estadual, que funciona como uma válvula de segurança e que observa através de um escore os leitos de UTI livres versus leitos de UTI ocupados por Covid, que está em 0,16 e, para bandeira menos restritiva, deverá ser igual ou maior que 0,35.

Na avaliação estadual houve uma redução de 11% nas internações clínicas, 9% nas internações em leitos de UTI, 14% no número de óbitos e 21,4% na confirmação de casos de Covid, quando comparada a semana anterior à avaliação.

Nos indicadores regionais, oriundos da Plataforma Regional de Monitoramento, várias foram as avaliações feita pelo comitê, como a redução dos casos ativos, que diminuíram de 999 (01/03) para 422 (16/04) e redução das taxas de ocupação dos leitos clínicos e de UTI. Com relação aos leitos clínicos a taxa está em 30% (17/04) e de 80% nos leitos de UTI, que já ultrapassaram, no cenário mais crítico, o indicador de 100%.

Também foram alvo de avaliações comparativos com a macrorregião, média ponderada do próprio DC/RS, que ficou em 1,54, muito próximo da menor média avaliada, que foi de 1,50. A avaliação estadual sinalizou para a R16 seis bandeiras amarelas, uma bandeira laranja e quatro bandeiras pretas.

Diante das avaliações dos indicadores regionais, levantamentos e gráficos o comitê emitiu parecer orientando a região a adotar a cogestão, em consonância com o Decreto Estadual nº 55.240, ressaltando que a decisão é do ente municipal.

Para o membro do comitê regional, Jackson Arpini a região ainda está em alerta, com taxas de ocupação que inspiram cuidados. “Qualquer descuido pode nos levar a cenários mais críticos, por essa razão seguem valendo todos os protocolos de prevenção. Estamos percebendo uma oscilação dos indicadores, para mais e para menos, portanto precisamos ficar atentos”, pontua o integrante.