Comércio de Erechim projeta aumento nas vendas para a Páscoa, mesmo com chocolate mais caro
- 25 de fev.
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Alta de 24,77% em 12 meses pressiona preços, mas lojistas apostam em variedade de tamanhos e lançamentos para manter o consumo na data

Faltando menos de 50 dias para a Páscoa, quem passa pelo comércio de Erechim já percebe a mudança nas vitrines e corredores. Em supermercados, as tradicionais parreiras com ovos de chocolate começam a ganhar espaço. Nas lojas especializadas, surgem novidades, embalagens diferenciadas e alternativas pensadas para presentear. Mas quem pretende manter a tradição neste ano deve se preparar: o chocolate em barra e o bombom acumulam alta de 24,77% nos 12 meses encerrados em janeiro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, a inflação geral foi de 4,44%, indicando que o produto subiu muito acima da média e tende a impactar diretamente os valores nas prateleiras.
Em Erechim, lojistas consultados pela Virtual relatam que houve reajustes em relação à última Páscoa, principalmente por causa do aumento no custo do cacau e de outros insumos. Ainda assim, a expectativa é positiva. O comércio avalia que a data tradicionalmente movimenta o setor, já que muitas famílias mantêm o costume de presentear. A projeção é de aumento nas vendas, especialmente de itens presenteáveis e dos clássicos mais procurados, enquanto os lançamentos também devem atrair consumidores. Para reduzir o impacto dos preços mais altos, as empresas ampliaram o leque de opções, com diferentes tamanhos, versões e faixas de valor, buscando atender diversos perfis de público.
Para quem produz chocolates artesanais na cidade, o cenário é semelhante. Com a principal matéria-prima mais cara, o reajuste tende a ser repassado ao consumidor, ainda que de forma gradual. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) informa que o setor acompanha as oscilações do mercado internacional e utiliza estoques para suavizar picos de preço, mas reconhece que a pressão acumulada ao longo do último ano deve resultar em uma Páscoa com chocolate valorizado e consumidor mais atento aos gastos.
Texto e foto: Najaska Martins




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