Chegada do inverno pode agravar o contágio de doenças infectocontagiosas



A chegada do vento gelado de inverno coincide com a grande procura das pessoas pelos serviços de saúde, em busca de alívio para os sintomas das doenças típicas da estação decorrentes de gripes, resfriados e alergias. A verdade é que não é fácil escapar de uma infecção respiratória ou mesmo de uma crise alérgica nos meses mais frios e, agora, com uma preocupação a mais, que é a Covid-19.

Segundo o infectologista Vanderlei Madalozzo, integrante do Corpo Clínico do Hospital de Caridade de Erechim, a estação mais fria do ano propicia tanto o coronavírus como todas as outras doenças de inverno, especialmente as respiratórias. Elas são transmitidas pela tosse, pelo espirro e pela coriza. “Por isso, neste período em que as pessoas têm maior facilidade de se griparem e adquirirem viroses, há uma chance maior de transmissão. A combinação de temperatura baixa somada ao fato de que as pessoas ficam durante mais tempo em ambientes fechados contribui para a proliferação dos vírus respiratórios, dentre eles o coronavírus”, destaca o médico.

Ele reforça, entretanto, que as medidas que vêm sendo preconizadas desde o início de março do ano passado servem agora também. “Tanto no inverno como no verão, elas são iguais, evitar as aglomerações, manter os ambientes arejados, usar álcool em gel nas mãos e usar máscara são fundamentais para tentar diminuir a transmissão das doenças”, ressalta.

H1N1 NO FRIO

Para o médico, a H1N1 igualmente é uma doença que acomete mais pessoas no inverno, levando em consideração também os ambientes fechados e as aglomerações. Por isso, Madalozzo destaca a importância da vacina da gripe, feita antes do início do inverno. Conforme fala, as doenças que têm como agente fisiológico a influenza são bem mais comuns no período de inverno e devem seguir todos os cuidados indicados para evitar o coronavírus. Ele destaca que a máscara tem uma importância muito grande porque se constitui em uma barreira para a transmissão das doenças respiratórias.

OUTRAS DOENÇAS

De acordo com o médico, as principais doenças infectocontagiosas que a população pode adquirir no inverno são as respiratórias. Na sua avaliação, neste ano, diferentemente do ano passado, há outra situação que é a volta às aulas. Por mais que esteja sendo no sistema híbrido, possivelmente se tenha um número um pouco maior de doenças, que podem começar com uma virose, podendo se transformar numa infecção bacteriana. “Então aí entram as doenças que têm origem na parte respiratória, que são as otites, sinusites, amigdalites, pneumonias, todas mais predispostas no período de inverno”, reforça.

DENGUE

Já a Dengue é uma doença que reduz no inverno. De acordo com o setor de Epidemiologia do município, a maioria das incidências de casos já não existem mais. “Houve uma queda significativa de casos, e isso, sem dúvida, além das medidas que foram tomadas para reduzir os focos de mosquito na cidade, o principal fator é o frio”, afirma Vanderlei Madalozzo. As próprias internações nos hospitais por causa da dengue reduziram bastante. O médico acredita que com as notícias sobre os casos elevados de Dengue no município as pessoas se preocuparam e cuidaram melhor dos seus quintais, das suas plantas ou de qualquer situação de acúmulo de água. O infectologista deixa um alerta para que as pessoas não se descuidem e mantenham os cuidados sempre em todas as épocas do ano.

MELHOR REMÉDIO É PREVENIR

Conforme fala o médico Vanderlei Madalozzo, independentemente do clima, a prevenção é o melhor caminho para minimizar os riscos de contágio. Seja do coronavírus, da gripe, de outras doenças respiratórias. As medidas de distanciamento, higienização das mãos, evitar aglomerações e locais fechados e uso de máscara têm se mostrado eficazes para reduzir a velocidade de contágio e evitar que as unidades de saúde fiquem sobrecarregadas.