top of page

CDL Erechim alerta para riscos ao emprestar CPF para compras de terceiros

  • há 7 minutos
  • 2 min de leitura

Prática cresce no país diante da dificuldade de acesso ao crédito, mas pode gerar endividamento e impacto direto no histórico financeiro de quem assume a dívida


 Gestora da CDL Erechim, Michele Manfron Dassi: 'Manter um bom perfil de crédito, é fundamental que cada pessoa concentre suas operações financeiras em seu próprio CPF”.
 Gestora da CDL Erechim, Michele Manfron Dassi: 'Manter um bom perfil de crédito, é fundamental que cada pessoa concentre suas operações financeiras em seu próprio CPF”.


Diante da dificuldade de acesso ao crédito e do alto índice de inadimplência, cresce no Brasil o uso do CPF de terceiros para realizar compras. Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostra que 34% dos consumidores recorreram a essa prática nos últimos 12 meses, muitas vezes por falta de alternativas, como restrições no nome, limite estourado ou negativa de crédito. O estudo também aponta que o recurso tem sido usado principalmente para despesas do dia a dia, como vestuário, supermercado e medicamentos, o que indica um cenário de aperto financeiro que vai além do consumo supérfluo.


Nesse contexto, a gestora da CDL Erechim, Michele Manfron Dassi, chama atenção para os riscos envolvidos. Segundo ela, embora o gesto possa parecer uma ajuda, a responsabilidade pela dívida é integralmente de quem empresta o nome. “Esse tipo de prática implica na utilização do CPF do titular e pode resultar em muitas dores de cabeça, já que a dívida passa a ser de responsabilidade de quem realizou a compra. Muitas vezes, a pessoa acaba tendo que arcar com os valores e ainda pode ter seu nome registrado como devedor em órgãos de proteção ao crédito, como o SPC Brasil, o Serasa e outros bancos de dados”, explica.


A pesquisa indica que, na maioria dos casos, o apoio financeiro vem de pessoas próximas, como cônjuges, pais e outros familiares. Apesar disso, 63% dos entrevistados afirmam que não emprestariam o nome, o que demonstra cautela diante dos riscos. Ainda assim, entre os que recorrem à prática, a taxa de pagamento em dia é alta, chegando a 86%, e sobe para 91% quando envolve cartão de crédito.


Mesmo com esse índice de adimplência, a orientação é de cuidado. Michele destaca que o histórico financeiro tem peso crescente nas análises de crédito. “Hoje, o que conta é o Cadastro Positivo, e ele é construído a partir das compras realizadas no próprio nome. Ou seja, para manter um bom perfil de crédito, é fundamental que cada pessoa concentre suas operações financeiras em seu próprio CPF”, orienta. Por: Najaska Martins* Com informações da Assessoria da CNDL

 
 
 

Comentários


© 2022 Virtual FM 104.7 - Sociedade Rádio São José LTDA

bottom of page