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CAPS Infantojuvenil promove atividade de autoestima e pertencimento com adolescentes em Erechim

  • 23 de mar.
  • 2 min de leitura

Ação terapêutica utilizou experiência simbólica inspirada nos 15 anos para fortalecer o cuidado em saúde mental e a construção da identidade

Adolescentes que participam do grupo terapêutico do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) de Erechim viveram uma experiência marcada por sensibilidade, acolhimento e significado. Em uma proposta cuidadosamente planejada pela equipe, elas participaram de um “Dia de Princesa”, realizado na última semana, com direito a vestido, maquiagem, penteado e sessão de fotos, em uma vivência inspirada no imaginário dos 15 anos.


A atividade foi organizada pela psicóloga Luana Fontanella e pela enfermeira Sâmia Malinowski, com o apoio de parceiras da comunidade, entre elas Dinorá e Giselly Bitencourt, da loja Estação da Noiva, que contribuíram para tornar o momento possível.


Mais do que uma tarde de produção e registros fotográficos, a iniciativa teve como objetivo central o cuidado em saúde mental. A proposta buscou trabalhar aspectos fundamentais do desenvolvimento na adolescência, como autoestima, pertencimento e a forma como essas jovens constroem a própria imagem em uma fase marcada por intensas transformações.


A adolescência é um período decisivo na formação da identidade e da percepção de si. Nesse contexto, fatores como comparação constante, pressão estética e exposição às redes sociais podem impactar diretamente a saúde emocional. Sentimentos de inadequação, baixa autoestima e necessidade de aprovação estão frequentemente associados ao aumento de ansiedade, sofrimento psíquico e quadros depressivos nessa faixa etária.


Diante desse cenário, ações terapêuticas que promovem experiências positivas e simbólicas ganham relevância no cuidado integral. Ao proporcionar um espaço onde essas adolescentes puderam se sentir valorizadas, acolhidas e reconhecidas, o CAPSi reforça a importância de estratégias que vão além do atendimento clínico tradicional.


A proposta também convida à reflexão sobre o olhar social direcionado às meninas. Respeitar seus desejos, sonhos e formas de expressão é parte essencial do cuidado. Mais do que negar símbolos culturais, como o ritual dos 15 anos, a iniciativa buscou ampliar seus significados, permitindo que cada adolescente pudesse vivenciá-los com liberdade, dignidade e pertencimento.


O secretário de Saúde, Vianei Mueller, destacou a importância de iniciativas como essa no fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde mental. “Cuidar da saúde mental dos nossos adolescentes é também criar espaços de acolhimento, de valorização e de construção de vínculos. Essa atividade mostra que o cuidado vai além do tratamento, ele passa pela escuta, pelo afeto e por experiências que ajudam esses jovens a se reconhecerem com mais segurança e pertencimento”, afirmou.


A ação reforça o compromisso da rede municipal de saúde em promover um cuidado humanizado e atento às múltiplas dimensões que envolvem o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes, valorizando experiências que deixam marcas positivas e duradouras na vida de cada participante.


Fotos: SMS PME

 
 
 

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