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CAPS II Renascer promove reflexão sobre a luta antimanicomial e reforça a importância do cuidado em liberdade

  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

Atividade reuniu usuários em assembleia e resultou na construção coletiva de uma carta aberta à sociedade sobre Saúde Mental, acolhimento e combate ao preconceito

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado nesta segunda-feira (18), foi marcado por reflexão, escuta e construção coletiva no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II Renascer, de Erechim. Durante uma assembleia realizada com os usuários do serviço, o grupo debateu a importância do tratamento em liberdade, os avanços no cuidado em saúde mental e os desafios enfrentados por quem convive com o sofrimento psíquico.


Inspirados pela trajetória da psiquiatra brasileira Nise da Silveira, referência na humanização do cuidado em saúde mental, os participantes compartilharam histórias, sentimentos e experiências relacionadas ao preconceito, à exclusão e à reconstrução de vínculos por meio do acolhimento oferecido pelo CAPS.


Carta à sociedade


A atividade também resultou na elaboração de uma carta aberta à sociedade, escrita coletivamente pelos usuários e autorizada para divulgação. O documento traz relatos sobre as marcas deixadas pelo preconceito e reforça a importância da empatia, da escuta e do respeito à singularidade de cada pessoa.


“Escrevemos esta carta porque existimos para além de qualquer diagnóstico”, destaca um dos trechos do texto construído pelo grupo. A carta também evidencia os impactos causados pelo julgamento social. “Machuca quando me chamam de louca”, relataram os usuários ao abordar situações de discriminação ainda presentes no cotidiano.


Outro trecho reforça a importância do cuidado humanizado e do tratamento realizado em liberdade: “Cuidado não é fechar. Cuidado não é isolar. Cuidado não é violência. Cuidado é presença. É escuta. É acolhimento”, lembram.


A carta também traz relatos sobre a transformação proporcionada pelo acompanhamento no CAPS II Renascer. “Eu estava muito mal, mas depois que comecei a frequentar o CAPS, melhorei muito”, escreveu um dos participantes.


Debate sobre Saúde Mental


Para a coordenadora do CAPS II Renascer, Tais Regina Leite Camargo Duarte, momentos como este fortalecem o protagonismo dos usuários e ampliam o debate sobre Saúde Mental na sociedade. “Dar voz aos usuários é fortalecer o protagonismo e reafirmar a importância de um cuidado humano, acolhedor e em liberdade”, destacou.


O secretário de Saúde, Vianei Mueller, ressaltou o papel dos CAPSs no acolhimento e na reconstrução de vínculos comunitários. “Os CAPSs são espaços fundamentais de acolhimento, cuidado e reconstrução de vínculos na comunidade”, afirmou.


Reflexão


Encerrando a carta, os usuários deixam uma reflexão sobre a importância dos serviços de Saúde Mental Públicos. “Se não existissem os CAPS, onde estaríamos hoje?”, finalizam.


Fotos: SMS PME

 
 
 

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