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Calor exige maior cuidado com consumo de alimentos e água

A forte onda de calor desta semana no Estado reforça ainda mais a atenção que a população deve ter no consumo de alimentos e água. As altas temperaturas tornam mais comuns os casos de intoxicação causada por bactérias e outros microrganismos. Por isso, a Secretaria da Saúde (SES), por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), alerta para alguns cuidados que podem evitar episódios do tipo, capazes de levar a problemas intestinais. Crianças, idosos e gestantes são os grupos mais vulneráveis.


O calor excessivo pode levar à desidratação, causando sintomas comuns como dor de cabeça ou cefaleia, letargia, irritabilidade, urina escura, náuseas, vômitos e confusão mental. Além disso, a falta de atenção com o preparo e a conservação dos alimentos pode ocasionar as chamadas Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA), cujos sintomas mais recorrentes – vômitos, diarreias, dores abdominais, náuseas e febre, entre outros – podem se agravar levando a outras complicações e até à morte.


O aumento da temperatura propicia maior multiplicação de bactérias e outros microrganismos, além da produção de toxinas que podem contaminar os alimentos e a água. Os produtos de origem animal, como carnes, peixes, leite e ovos (além de derivados), são mais perecíveis. E, por isso, é preciso atenção especial no acondicionamento sob refrigeração desses produtos que sofrem rápida deterioração no calor.


Como ressalta a nutricionista e coordenadora do Programa Estadual de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar do Cevs, Lílian Borges Teixeira, o cuidado com a alimentação e a hidratação é imprescindível. “Recomenda-se o consumo de 30 a 35 ml de água por quilo de peso. Por exemplo, se uma pessoa pesa 60 quilos, é necessário que ela consuma diariamente em torno de dois litros de água. Ao fazer atividades físicas, esse consumo deve ser ainda mais elevado”, orienta.

Na alimentação, a melhor opção são os alimentos leves, aponta a nutricionista e epidemiologista Amanda Brito de Freitas, também do Cevs. “Alimentos in natura ou minimamente processados como frutas e verduras são de digestão mais fácil, devendo ser evitadas os preparos com alto teor de gordura e sódio, como frituras e industrializados”, destaca.


Outros cuidados com a alimentação:

  • alimentos refrigerados e congelados devem estar armazenados em locais adequados. A embalagem deve estar íntegra, sem alteração e sem estar amassada ou estufada;

  • evite alimentos que estejam expostos a mais de duas horas em temperatura ambiente;

  • higienize corretamente alimentos crus (como frutas, verduras e legumes) lavando com água corrente e utilizando, a seguir, uma solução de água clorada (uma colher de sopa de hipoclorito de sódio para cada litro de água);

  • lave bem as mãos antes de iniciar a preparação dos alimentos, e durante o processo sempre que necessário.

  • faça o descongelamento dos alimentos em refrigerador, ou em forno micro-ondas quando o alimento for submetido imediatamente ao cozimento;

  • refrigere os alimentos cozidos e perecíveis abaixo de 5°C e mantenha os alimentos cozidos quentes acima de 60°C até o momento de serem servidos.


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