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Banda Kruerz conquista 1º lugar no Arde Rock Fest e coloca Erechim em destaque no rock autoral brasileiro

  • Foto do escritor: Najaska - Jornalismo
    Najaska - Jornalismo
  • 28 de jan.
  • 4 min de leitura

Além do título principal, a canção também garantiu à banda o prêmio de Melhor Melodia, reforçando a força criativa do grupo e a qualidade de suas composições autorais




Erechim subiu ao lugar mais alto do pódio em um dos maiores festivais de rock autoral do Brasil. A banda Kruerz conquistou o primeiro lugar no Arde Rock Fest, realizado no dia 24 de janeiro, em Santa Maria, vencendo a competição com a música Close Your Eyes e levando o nome do município para o centro do cenário independente gaúcho e nacional.


Além do título principal, a canção também garantiu à banda o prêmio de Melhor Melodia, reforçando a força criativa do grupo e a qualidade de suas composições autorais.


Premiação e reconhecimento artístico


O Arde Rock Fest reuniu 10 bandas e 40 artistas de diferentes cidades do Rio Grande do Sul, todos apresentando exclusivamente músicas autorais. Ao todo, o festival distribuiu R$ 40 mil em premiações, um dos maiores valores já destinados ao rock independente no Brasil.


Além do primeiro lugar conquistado pela Kruerz, representando Erechim, o segundo lugar ficou com a banda Zelbra, de Bento Gonçalves, com Fight For Your Love, e o terceiro com a Jack Lanner, de Cruz Alta, com a canção Noturna.


Nos prêmios individuais, Maurício Fogaça, da Jack Lanner, foi eleito Melhor Intérprete, o baixista William Ongaratto, da Zelbra, recebeu o título de Melhor Instrumentista, e a banda Locomotiva do Rock, de Santa Maria, conquistou o prêmio de Melhor Letra com a música “Usa-me”.



Trajetória da Kruerz

Formada em novembro de 2009, em Erechim, a Kruerz nasceu da união de músicos movidos pelo mesmo interesse pela música autoral pesada. O nome faz referência à simplicidade crua que define a essência da banda.


Com forte influência do Heavy Metal, o grupo construiu sua identidade a partir de riffs marcantes, energia direta e composições próprias desde os primeiros ensaios. Ao longo dos anos, manteve-se ativa em shows e eventos da região e, em 2022, lançou o álbum Stark, com oito faixas de puro metal que marcam uma fase de amadurecimento sonoro. Após um período de pausa, a banda retorna agora com novos projetos, coroando esse momento com a vitória no festival.


Clima humano e parceria entre artistas


Mais do que uma competição, o festival foi marcado por um ambiente de respeito e colaboração. Nos bastidores, as bandas trocaram experiências, compartilharam contatos, conversaram sobre carreira e se apoiaram mutuamente. O camarim virou espaço de aprendizado coletivo.


Para fortalecer esse cuidado, a produção contou com o acompanhamento da psicóloga Girlyannie Paz Boniatti, oferecendo suporte emocional aos músicos. Ao final da noite, a sensação era de celebração conjunta, como se todos tivessem vencido.


Impacto que virou movimento


A repercussão ultrapassou Santa Maria. Após a divulgação, artistas de outros estados começaram a entrar em contato com a organização perguntando como participar das próximas edições ou como ajudar na divulgação do projeto. Muitos relataram a dificuldade de encontrar espaços para o rock autoral e parabenizaram a iniciativa.


O festival acendeu um sinal claro. Existe uma cena forte, criativa e produtiva espalhada pelo país, mas carente de palco. Quando o espaço é criado, o público responde e os artistas aparecem.


Iniciativa de uma banda contemporânea


Idealizado e produzido pela banda Arde Rock, ativa desde 2008, o festival nasceu do desejo de valorizar a música autoral e criar oportunidades reais para artistas independentes. Em um cenário onde a visibilidade muitas vezes depende de investimento financeiro em divulgação, o evento ofereceu estrutura profissional para quem vive da própria criação.


A proposta foi simples, dar voz a quem compõe, ensaia e acredita na própria arte, valorizando a produção humana, sensível e autêntica.


Atrações que conectaram gerações


Além da competição, o Arde Rock Fest contou com uma programação que ampliou a experiência do público. A abertura ficou por conta da Banda Marcial Manoel Ribas, de Santa Maria, conhecida como Banda do Maneco, trazendo o clima afetivo das bandas estudantis.


No intervalo, a Arde Rock realizou um show especial com participações de Jacques Maciel, da Rosa Tattooada, e Sady Homrich, do Nenhum de Nós, resgatando clássicos do rock gaúcho e criando uma ponte entre gerações. Pais, filhos e crianças cantaram juntos, transformando o festival em um encontro familiar.


O encerramento com o Sarau do Magodoy levou o público a dançar e celebrar, fechando a noite em clima de confraternização.


Acessibilidade e inclusão como compromisso


Desde o planejamento, o festival buscou garantir acesso real a todos. O evento contou com três intérpretes de Libras no palco durante toda a programação, Carine Martins, Maitê Esmério e Vivian Claudy, assegurando que pessoas com deficiência auditiva acompanhassem os shows.


Também foi disponibilizado um camarote exclusivo para pessoas com deficiência física, oferecendo conforto e melhor visibilidade.

Nos intervalos, o Momento Inclusão trouxe áudios informativos com reflexões e orientações voltadas ao respeito, à empatia e ao acolhimento coletivo.


Apoio institucional à cena musical


O Arde Rock Fest também contou com o apoio da ASSMURS, Associação dos Músicos do Rio Grande do Sul, entidade que atua na valorização e defesa da classe musical no estado. A presença da associação reforçou o caráter coletivo do evento e a importância da união entre artistas, produtores e instituições para fortalecer o rock autoral e ampliar espaços para a música independente.


Importância das leis de incentivo


A realização do Arde Rock Fest só foi possível por meio da Política Nacional Aldir Blanc, através do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. O incentivo público foi fundamental para viabilizar um festival totalmente dedicado ao rock autoral, algo que dificilmente aconteceria apenas com recursos próprios ou patrocínios.


As leis de incentivo permitem que projetos culturais independentes saiam do papel, democratizando o acesso à cultura e fortalecendo artistas que não encontram espaço no circuito comercial.


Mais do que uma noite de shows, o Arde Rock Fest deixou um recado simples. O rock autoral está vivo, criando, resistindo e pedindo palco. E Santa Maria respondeu presente.


Canais oficiais do Arde Rock Fest

Fotos, vídeos, conteúdos, registros do evento e informações sobre futuras edições no instagram

@arde.rock

 
 
 

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