Audiência Coletiva debate acidentes e adoecimentos no trabalho

Tendo como palco o Salão de Atos da Universidade Regional Integrada, ocorreu na tarde desta segunda-feira, 17, com a participação dos 32 municípios da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (AMAU), a Audiência Coletiva realizada com o Ministério Público do Trabalho, tendo como principal objetivo incrementar e aprimorar as notificações relativas a acidentes e adoecimentos no trabalho, no âmbito do Projeto “Verdade na Saúde”, este que considera a persistência de índices preocupantes de subnotificações.

Na parceria e organização do evento, o Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador Alto Uruguai a 11ª Coordenadoria Regional de Saúde e Ministério Público do Trabalho.

Na oportunidade a presença de autoridades, servidores da saúde, responsáveis dos serviços especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho e Recursos Humanos de empresas dos 32 municípios da região.

Na Mesa de Trabalhos, Jackson Arpini, secretário de Saúde de Erechim, representando o Poder Executivo, Rogério Fleischmann, coordenador da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (CODEMAT) Ministério Público do Trabalho, Priscila Schvarcz, procuradora do Ministério Público do Trabalho, Ivan Devense, Coordenador Interino da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, Ademir Sakrezenski, presidente da Associação dos Municípios do Alto Uruguai, Dirce Biasi Dornfeld, Coordenadora do Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador do Alto Uruguai, Sônia Ferreira, presidente do Conselho Gestor CEREST/AU e Conselho Municipal de Saúde e Flávio Zambonatto, chefe do Departamento da Saúde da URI campus Erechim.

Em suas manifestações, Dirce Dornfeld destacou a atividade como de extrema importância para que se tenha dados reais do trabalhador e organizações para o bem coletivo.

Rogério Fleischmann destacou que é uma grande honra estar no município, especialmente quando se trabalha com a ideia da prevenção. “Se contatou vários afastamentos de funcionários, mas não se vê as notificações. É importante haver uma equipe de trabalho voltada para o tema”.

Por sua vez, Jackson Arpini destacou o momento como exitoso, um processo que requer reflexões. “Temos um grande desafio pela frente, que são as subnotificações. A de se adotar medidas de prevenção para que as pessoas não venham a adoecer. Este é um assunto em pauta há muitos anos. Os trabalhadores acabam adoecendo, notificam o Sistema Único de Saúde e o CEREST acaba não sabendo do fato, pois não há nenhuma notificação”, pontuou.

Durante a tarde os presentes tiveram a oportunidade de ouvir palestras com explanações que detalharam o objetivo da audiência coletiva, como as colocações do coordenador da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Rogério Fleischmann, Priscila Schvarcz, procuradora do Ministério Público do Trabalho e encerramento dos trabalhos da tarde com Sandra Busatta, enfermeira do CEREST/AU.

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