Associações de Erechim reciclam mais de 3 milhões de quilos de resíduos em 2025
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Município tem oito associações de recicladores ARCAN, ARFIN, ACRFN, Cidade Limpa, Filhos do Rei, Reciclando, Reviver e Unidos, formadas por cerca de 100 famílias, que realizam, diariamente, a triagem dos resíduos recicláveis descartados pela população

Erechim tem oito associações de recicladores, formadas por cerca de 100 famílias, que realizam, diariamente, a triagem dos resíduos recicláveis descartados pela população. Cada erechinense gera, em média, 700 gramas de resíduos seco e orgânico por dia. Todo este trabalho de reciclagem é feito, em diferentes bairros da cidade, em cada uma destas associações: ARCAN, ARFIN, ACRFN, Cidade Limpa, Filhos do Rei, Reciclando, Reviver e Unidos. Após a empresa de coleta seletiva do lixo entregar as cargas de materiais nestes locais, inicia o processo de reaproveitamento dos resíduos, a reciclagem propriamente dita, e os benefícios para população, município e meio ambiente.
Produção de 2025
Segundo a secretária adjunta, Carla Orso, as oito associações de reciclagem de Erechim receberam 4.864 cargas de resíduos, que correspondem a 6.118.000 quilos de material para separação, em 2025. "Juntas, as oito associações triaram, deste total, 3.331.781 quilos de resíduos, representando 54% de aproveitamento de tudo que chegou para reciclagem. O restante, 2.815.000 quilos foram inutilizados e descartados no aterro sanitário. A receita gerada com o aproveitamento dos resíduos chegou a R$ 2.932.812,00", observa.
Plano Nacional de Resíduos Sólidos
O secretário de Meio Ambiente, Cristiano Moreira, explica que os números do processo de reciclagem em Erechim são bons. "Nosso índice de aproveitamento do material destinado para reciclagem, em 2025, foi de 54%. Para que este percentual seja maior ele depende, exclusivamente, da colaboração das pessoas, na separação e embalagem, não tem outra forma, este processo começa dentro de casa", observa.
Ele explica que Erechim destina para reciclagem em torno de 22% do total de resíduos produzidos no ano pela população. "O objetivo do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares), referência nacional de todo este processo, é chegar a 48% até 2040, nós estamos quase na metade da meta, com 22%, sendo que a realidade do país varia de 4% a 8% de reciclagem efetivamente. Mas temos que melhorar, porque não conseguimos reciclar os 22% em função do lixo estar misturado", comenta.
O secretário enfatiza que Erechim tem uma estrutura montada para reciclagem, mas que depende, diretamente, de alguns fatores essenciais para ampliar os percentuais. "Primeiro, separação e embalagem corretas dos resíduos, a população precisa se conscientizar disso. Segundo, a capacidade de triagem das associações. Terceiro, o valor de cada produto e o próprio mercado da reciclagem, que muda de centros maiores para cidades do interior. Estes fatores precisam estar alinhados para que o município avance na reciclagem", explica.
Reciclável versus rejeito
A secretária adjunta Carla Orso explica que o rendimento médio dos recicladores altera conforme a qualidade e a maneira como foram descartados os resíduos. "Por exemplo, em 2025, uma determinada associação teve 38% de rejeito de todo material processado, isso gerou um rendimento médio de R$ 2.725,63 mensal. Por outro lado, onde há maior rejeito, o ganho será menor, porque se misturou lixo orgânico com resíduo seco. Noutra associação, foi este o caso, o percentual de rejeito foi de 59%, ao longo do ano, resultando num rendimento médio de R$ 1.545,01 mensal. Uma diferença superior a 1.000 reais mensais", explica.
Impacto ambiental
Cristiano Moreira explica que a reciclagem, em Erechim, seleciona 55 tipos diferentes de materiais para serem pesados e comercializados. "Eles separam alumínio duro e grosso, caixas de leite, latinha, papel branco, misto e papelão, plástico de bala, PET branco e verde, plástico fino, vidro e a sucata de vidro, para citar alguns exemplos", comenta.
"É a partir do resultado desta triagem que podemos medir o impacto ambiental, por exemplo, em 2025, foram reciclados 743.250 quilos de papelão, média de quase 62 mil quilos por mês. Isso significa que mais de 12 mil árvores deixaram de ser cortadas (10 hectares), foram economizados cerca de 22 milhões de litros de água, e houve redução de 743 toneladas de dióxido de carbono (COâ) na atmosfera. Então, a reciclagem funciona, preserva florestas, economiza água e energia, reduz a poluição e diminui a extração de recursos naturais, mas tem que ser um trabalho sincronizado, de todos", afirma o secretário.
O prefeito, Paulo Polis, enfatiza que Erechim tem políticas públicas específicas que incentivam e promovem a reciclagem no município, com investimentos públicos em infraestrutura e pessoal, em todas etapas, ao longo de todo ano. "Essa é uma área complexa, que não tem uma solução simples. Temos coleta seletiva contínua em toda cidade, suporte financeiro para associações com o pagamento dos alugueis e mais R$ 700 mensais para cada reciclador. Programa de educação ambiental. Aterro sanitário. Limpeza diária das praças e ruas públicas. Há um conjunto de ações em prática para manter a cidade limpa e organizada e, ainda assim, temos desafios diários na questão do lixo", observa o prefeito.




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