Artigo: 8 de julho, Dia Mundial da Alergia


Por Dra. Daniele de Sena Brisotto

Médica Alergista e Imunologista e Professora do Curso de Medicina da URI Erechim


As alergias afetam grande parte da população e por isto entender sobre elas é importante. Uma das alergias mais frequentes é a rinite alérgica que gera muito desconforto e sintomas como: coriza, espirro, coceira nasal e nariz trancado. Além da via respiratória, muitas outras alergias de pele são tratadas pelo médico alergista e imunologista, entre elas as urticárias, angioedemas e dermatites que geram lesões na pele e, muitas vezes, coceira. Sabe-se que o sistema imune está envolvido em muitas destas alterações e, para isto, uma avaliação completa da imunidade, através de exames e testes alérgicos cutâneos, são indicados para grande parte destas doenças atópicas.

Um dos tratamentos mais individualizados, conduzidos pelo alergista, é a imunoterapia, que consiste em diminuir a sensibilidade ao que paciente é alérgico, como, por exemplo, ácaros, poeira, pólens e pelos de cão e gato, conferindo, com isso, alívio da rinite/asma/ conjuntivites alérgicas e alguns casos de dermatites.

Outra modalidade de imunoterapia é a modulação do sistema imune frente a infecções como candidíase de repetição, comum em muitas mulheres, infecções por herpes simples recorrente, infecção urinária de repetição e infecção de via aérea que afeta predominantemente crianças em idade escolar.

O lema “mais imunidade, menos alergias” é exatamente a melhor forma de designarmos a função do médico alergista e imunologista.