AMAU é a região do Estado com menor taxa de letalidade por covid-1

Indicador é calculado dividindo o total de óbitos pelos casos confirmados. Comitê técnico, e presidente da AMAU, alertam, porém, que a pandemia ainda não acabou

Marcada pela união entre prefeitos, comitê técnico, lideranças da saúde e comunidade, a Região 16, composta pelos municípios da AMAU + Nonoai e Rio dos Índios, está entre aquelas que melhor têm respondido aos enfrentamentos da covid-19, o que tem colaborado para salvar vidas e manter, dentro do possível, o funcionamento das atividades produtivas.

Hoje, a R16, conforme o ‘Sistema 3 As de Monitoramento’ do governo do Estado, é a região com a menor taxa de letalidade aparente por covid-19, com índice de 1,50%. O percentual é calculado a partir do total de óbitos divido pelos casos confirmados. Para se ter uma ideia, a R10, que engloba Porto Alegre, apresenta a maior taxa de letalidade com 3,39%. A média estadual é de 2,43%.

Outro ponto positivo da AMAU diz respeito à vacinação. Até quarta-feira, dia 11, 33,6% da população já havia completado seu esquema vacinal, enquanto 33,3% encontrava-se parcialmente imunizada, fazendo com que o total de pessoas com pelo menos uma dose chegasse a 66,9%, segundo melhor desempenho do RS, atrás apenas da R11, correspondente a Santo Ângelo, com 69%.

Vale destacar, ainda, que o mês de agosto tem registrado, conforme os boletins de avaliação do comitê da AMAU, um número estável, e sob controle, de casos ativos; que saíram de 1.076, em 11 de junho, para 222, nesta quarta-feira, 11 (quase cinco vezes menor do que há dois meses). No total, nove municípios não têm nenhum caso ativo no momento.

Com isso, as internações hospitalares também se encontram em patamares baixos. A ocupação dos leitos clínicos é de 10,3% e de UTIs, 37%.

A taxa geral de recuperados na R16 é de 97,7%. No sistema 3 As do Estado, a região está classificada em ‘Aviso’, o mais brando dos indicadores emitidos pelo executivo gaúcho.

União para agir – e reagir – com velocidade

De acordo com o presidente da AMAU, Paulo Polis, os prefeitos do Alto Uruguai têm feito o dever de casa na luta contra a doença, contando, para tanto, com a colaboração das secretarias de Saúde, hospitais, profissionais da linha de frente e comunidade.

Entre as principais ações tomadas pela Associação, Polis cita a criação do Comitê de Atenção ao Coronavírus, responsável por aproximar os municípios, promovendo interlocução permanente e monitoramento constante dos números. Com dados atualizados diariamente, a AMAU liderou campanhas preventivas, apresentou recursos ao governo do Estado – equilibrando critérios sanitários e econômicos, além de promover ações buscando conter eventuais avanços da pandemia.

“O mundo foi pego de surpresa pela força destrutiva do vírus, no início de 2020. De pronto, a AMAU se mobilizou, estruturou um comitê técnico e, desde então, tem agido de forma responsável e pró ativa. Neste processo, a união da região tem sido determinante. Graças a isso, tivemos a capacidade de agir e reagir rapidamente em diferentes situações – como quando, em menos de duas semanas, duplicamos o número de leitos covid nos hospitais, garantindo atendimento à população”, destaca o presidente, que completa: “Devemos agradecer aos membros do comitê pelo empenho e, também, ao Poder Judiciário e empresários que, cientes da gravidade da situação, participaram doando recursos para a compra de máscaras, testes rápidos, álcool gel e outros insumos entregues às secretarias de saúde da região”.

Imunização e prevenção

O trabalho da AMAU, contudo, está longe de chegar ao fim, alerta Paulo Polis. Segundo ele, a variante Delta, que começa a se espalhar pelo RS e Oeste de SC, gera preocupação – e mantém o sinal de alerta ligado. “Precisamos seguir atuantes, estimulando a vacinação e obedecendo às medidas preventivas, como o uso de máscara”, frisa. Para tanto, o presidente antecipa que o Comitê manterá o acompanhamento dos indicadores e, em parceria com os hospitais, será garantida reserva técnica de leitos, caso necessário.