Alto Uruguai registra uma internação por Covid-19; baixa procura por vacina preocupa autoridades
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O cenário é considerado estável, mas as autoridades de saúde lembram que a doença continua circulando e que a vacinação segue sendo fundamental, principalmente para os grupos de risco

Por: Ragnara Marhciori
Foto: Pexels
A região do Alto Uruguai Gaúcho registra, neste momento, apenas uma internação por Covid-19 e nenhum óbito no período recente. O cenário é considerado estável, mas as autoridades de saúde lembram que a doença continua circulando e que a vacinação segue sendo fundamental, principalmente para os grupos de risco.
De acordo com o coordenador da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Dimas Dandolini, a Covid-19 não é mais de notificação compulsória universal. Atualmente, apenas os casos que resultam em internação precisam ser obrigatoriamente informados aos sistemas oficiais.
“Não há mais obrigatoriedade de notificar todos os casos. Apenas pacientes internados entram na notificação. Como também são realizados poucos testes atualmente, isso acaba impactando no número de confirmações”, explicou.
Com menos testagens e sem a exigência de notificação de casos leves, os números oficiais tendem a ser mais baixos — o que não significa, necessariamente, ausência do vírus.
Dados oficiais
A enfermeira Florisa Grizybowski informou que os casos notificados na região ao longo de 2025 até 1º de fevereiro de 2026 têm como base o Painel do Ministério da Saúde, atualizado em 12 de fevereiro de 2026. O monitoramento regional segue sendo feito principalmente a partir das internações.
Procura por vacina é considerada muito baixa
Outro ponto que chama atenção é a baixa adesão à vacinação. Segundo Dimas, a procura pelas doses é muito pequena na região. “Nem todos os municípios mantêm a vacina disponível de forma contínua nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Como o imunizante possui prazo de validade curto após aberto e exige armazenamento adequado, a estratégia atual funciona por agendamento”, pontua.
Quando há um número maior de pessoas interessadas, as doses são distribuídas aos municípios para aplicação, evitando desperdício.
Como funciona hoje a vacinação contra a Covid-19?
A enfermeira Florisa detalhou como está organizada a imunização:
• Crianças de 6 meses a 4 anos: vacinação de rotina com 3 doses.
• Idosos acima de 60 anos: uma dose a cada 6 meses, independentemente do número de doses já recebidas anteriormente.
• Gestantes: uma dose a cada gestação, também independentemente do histórico vacinal.
• Grupos específicos (como pessoas com comorbidades e outros definidos pelo Ministério da Saúde): uma dose anual.
• População em geral acima de 5 anos que não se enquadra em grupos prioritários: uma dose é considerada suficiente para estar vacinado dentro da estratégia atual.
A vacina não impede totalmente a infecção, mas reduz significativamente o risco de agravamento, hospitalização e morte.
Vigilância continua
Apesar do cenário mais controlado, a 11ª CRS reforça que o cuidado não pode ser abandonado. A baixa procura por vacinas preocupa as autoridades, especialmente diante da possibilidade de aumento de casos em períodos sazonais.
Com apenas uma internação registrada no momento, a região vive uma fase de estabilidade — mas a orientação é clara: manter a vacinação em dia continua sendo a principal forma de proteção.




