Abastecimento de combustíveis segue instável em Erechim
- 18 de mar.
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Fracionamento nas entregas, aumento da procura e falta de diesel e gasolina são relatos comuns em postos consultados pela Rádio Virtual

Abastecer o carro tem exigido mais atenção dos motoristas em Erechim nos últimos dias. Levantamento da Rádio Virtual junto a postos do município mostra que o combustível até chega, mas em quantidade menor do que a solicitada. Os pedidos são feitos normalmente, porém a liberação depende das distribuidoras, e o resultado é um abastecimento parcial que tem limitado o que chega às bombas.
Com a incerteza, muita gente tem ido aos postos mais vezes para garantir o tanque cheio. Esse movimento acaba encurtando ainda mais o tempo de duração dos estoques. Em um dos locais consultados, gasolina e diesel acabaram ainda no domingo, restando apenas etanol. Para quem trabalha no setor, a situação já preocupa além das vendas: um dos postos relata dificuldade para manter a operação com 34 funcionários sem a regularidade no fornecimento.
O diesel é o combustível que mais preocupa neste momento. A falta já vinha sendo sentida desde a semana passada e se intensifica agora, em pleno período de colheita no campo. Sem receber o produto nas propriedades, produtores rurais têm buscado abastecer na cidade, o que aumenta a pressão sobre os postos. Ao mesmo tempo, os preços variam bastante entre uma carga e outra, dificultando um planejamento mais estável, principalmente com o diesel, que a cada carga tem novos reajustes.
No cenário nacional, lideranças de caminhoneiros não descartam a possibilidade de paralisações em razão do valor do frete. Diante desse contexto, o ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou nesta quarta-feira (18) medidas para tentar garantir o cumprimento do piso mínimo do frete, com reforço na fiscalização e punições para quem descumprir a tabela.
O governo federal também observa a oscilação nos preços dos combustíveis, influenciada por fatores externos, como o mercado internacional do petróleo. Em Erechim, por enquanto, a realidade segue de incerteza: os postos continuam recebendo menos do que pedem e não há uma previsão clara de quando o abastecimento deve voltar ao normal, sendo que em alguns postos já há falta.




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