18 de maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes



A campanha “Faça Bonito: Proteja nossas Crianças e Adolescentes”, foi criada em referência ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, promovido em 18 de maio.

Conforme divulgado pelo Governo do Rio Grande do Sul, no início do mês, um Decreto Estadual, institui o mês Maio Laranja de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A data é alusiva ao crime ocorrido em 18 de maio de 1973, conhecido como Caso Araceli, na cidade de Vitória (ES). A menina Araceli Cabrera Sánchez Crespo, de oito anos, foi sequestrada, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de tradicionais e influentes famílias do Espírito Santo. A partir de 2000, por meio da Lei Nº 9.970, o 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

O material alusivo à data, que traz também o conteúdo educativo do semáforo do toque foi colocado na unidade do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), no Abrigo Cidadão e no Conselho Tutelar. “Essa data é bastante simbólica para gente que trabalha com esses tipos de casos no dia-dia. Incluímos o semáforo nesse material para termos um conteúdo que vai poder ser aproveitado não só agora, mas durante todo ano, para realizarmos atendimentos e alertas de prevenção”, explica a coordenadora do CREAS, Claudia Pires.

Nesta terça-feira (18) e terça-feira (25), em uma parceria do CREAS, CRAS III e Conselho Tutelar, serão desenvolvidas rodas de conversa para divulgar e fortalecer o combate a este tipo de violência, junto a UBS do Distrito de Capo-Erê, às 14 horas. O trabalho com as famílias será realizado pela equipe específica e exclusiva de atendimento a crianças e adolescentes, com a Psicóloga Vanusa Poganski Ody, a Assistente Social Rosangela Weippert.

No ano de 2020, o CREAS atendeu 37 crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual. Neste ano, de janeiro até o mês de maio já foram 13 atendimentos. Para denunciar esses casos existe o Disque 100, além do Conselho Tutelar, Ministério Público e Delegacias de Polícia.

A secretária de Assistência Social, Clarice Moraes, destacou o trabalho desenvolvido pela rede de proteção social do município. “Esse tema do abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes é uma preocupação recorrente de toda nossa comunidade, o que demanda de um olhar atento e o trabalho efetivo das nossas equipes. Essa data é muito importante para alertar e conscientizar toda sociedade”, destaca.